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Igor Gadelha

Vorcaro diz que seguiu negócios com BRB mesmo com falta de documentos

Banco Central cobrou explicações sobre a origem das carteiras de crédito originadas na Tirreno que são suspeitas de fraude

Isadora Teixeira, Igor Gadelha24/01/2026 02:00, atualizado 24/01/2026 08:42
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Daniel Vorcaro ainda preso -- Metrópoles

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse, em depoimento à Polícia Federal, que continuou a fazer negócios com o Banco de Brasília (BRB) mesmo após a identificação de que faltavam documentos referentes às cessões das carteiras de crédito da Tirreno.

Os ativos, estimados em R$ 12,2 bilhões e objeto da investigação por suspeita de fraude, foram originados na Tirreno e repassados ao BRB pelo Master.

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro é solto em SP
Vorcaro usará tornozeleira eletrônica
Dono do Banco Master foi liberado em 29 de novembro do ano passado
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

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Daniel Vorcaro é solto em SP
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Daniel Vorcaro é solto em SP

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Vorcaro usará tornozeleira eletrônica
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Vorcaro usará tornozeleira eletrônica

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Dono do Banco Master foi liberado em 29 de novembro do ano passado
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Dono do Banco Master foi liberado em 29 de novembro do ano passado

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Vorcaro, outros executivos do Master, do BRB e pessoas ligadas à Tirreno foram alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. No mês seguinte, o banqueiro deu depoimento à PF.

Na ocasião, Vorcaro contou que, após o Banco Central cobrar explicações sobre a origem das carteiras de crédito, “entendeu com o BRB” que realmente faltavam documentos sobre os ativos, apontados na investigação como falsos. Segundo o banqueiro, as partes entraram em contato com a Tirreno e assinam contrato para desfazer o negócio com a empresa.

Questionado pela PF se, após a “descoberta”, ele conseguiu fazer novos negócios com a BRB, Vorcaro confirma: “A gente continua no rumo normal dos negócios, [com a] cessão de outros tipos de ativos, e encerramos essa questão com a Tirreno ali”.

Vorcaro declarou que, no caso da compra das carteiras da Tirreno, a parte “macro”, de definição de taxa e outras questões, tinha participação dele e do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. “O operacional” era feito pela equipe.

O banqueiro disse que as cessões eram feitas quando ainda careciam da documentação completa, mas a responsabilidade por “qualquer vício formal” era do Master.

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