Surpresa, bancada do PDT vê jogada de Ciro para reverter votos em PEC
Bancada do partido, que entregou 15 votos a favor da PEC dos Precatórios, diz só ter sabido da decisão de Ciro pelas redes sociais

Deputados do PDT dizem ter sido pegos de “surpresa” pela decisão do ex-ministro Ciro Gomes de “deixar em suspenso” sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto pela sigla, após 15 dos 24 integrantes da bancada do partido na Câmara votarem a favor da PEC dos Precatórios no primeiro turno da votação, na madrugada dessa quinta-feira (4/11).
Parlamentares da legenda ouvidos pela coluna nesta manhã afirmaram que só ficaram sabendo da posição do presidenciável pelas redes sociais. Segundo lideranças do PDT, o ex-ministro não fez qualquer comunicado aos deputados antes de ir ao Twitter criticar a votação da bancada e anunciar a suspensão da pré-candidatura.
Um dos que realçaram a surpresa foi o líder do PDT na Câmara, Wolney Queiroz (PE). “Recebi com surpresa (o anúncio de Ciro)”, disse à coluna. “Vi quando estava no avião. Não conversei com ninguém ainda”, acrescentou o líder, ressaltando que o presidenciável nunca havia pedido para a bancada votar de maneira específica na PEC.
Como líder do partido, Wolney orientou voto a favor da proposta na votação em primeiro turno da proposta, defendida pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Em plenário, o líder justificou a posição favorável pela modificação no texto que permite um maior pagamento, já em 2022, de precatórios do extinto Fundef, fundo ligado à educação.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaTentativa de virar votos
Parlamentares do PDT ouvidos pela coluna sob reserva acreditam que o anúncio de Ciro é uma tentativa de reverter os votos favoráveis à PEC no segundo turno da votação na Câmara. A previsão é de que essa segunda análise da proposta, quando o texto poderá sofrer novas mudanças antes de ir para o Senado, aconteça até a próxima semana.
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Ver todasA PEC foi aprovada em primeiro turno nesta madrugada após um dia intenso de articulações de Lira. A matéria abre espaço no teto de gastos não apenas para o Auxílio Brasil, mas também deixa para um substancial pagamento de emendas em 2022. Em especial das emendas de relator, que beneficiam apenas parlamentares escolhidos.




