Sem Planalto, Mendonça recorre a evangélicos para buscar votos no Senado

Dois deputados da bancada evangélica, em especial, têm ajudado o indicado por Jair Bolsonaro para o STF a viabilizar encontros com senadores

atualizado 23/07/2021 13:40

Ministro Justiça André Mendonça Coletiva TSE no centro divulgação das eleições CDE. Na foto Ministro Luiz Carlos Barroso eleicoes brasil 6Igo Estrela/Metrópoles

Sem a ajuda do Palácio do Planalto nas articulações, André Mendonça recorreu a deputados federais evangélicos para buscar votos no Senado a fim de aprovar sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Os dois deputados que mais têm ajudado Mendonça são Cezinha de Madureira (PSD-SP) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), presidente e vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, respectivamente.

Sóstenes, por exemplo, foi quem viabilizou um jantar de Mendonça com o senador Eduardo Girão (CE), o que ajudou o indicado pelo presidente Jair Bolsonaro a angariar mais votos no Podemos, partido de Girão.

O deputado do DEM do Rio de Janeiro também vem atuando para tentar convencer o correligionário Davi Alcolumbre (DEM-AP) a receber Mendonça pessoalmente, o que o senador resiste.

Sóstenes também ajudou o indicado por Bolsonaro ao STF a chegar até a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que, embora da oposição, deve votar em Mendonça, por também ser evangélica.

Tanto Sóstenes quanto Cezinha têm acesso, inclusive, às planilhas de contagem de votos de Mendonça. Os dois deputados dizem que, apesar das resistências, o Senado deve aprovar o nome de Mendonça.

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