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Igor Gadelha

PT segue tranquilo de que Sergio Moro terá o mandato cassado

Mesmo com voto de relator, lideranças do PT do Paraná não acreditam que Moro e sua chapa conseguirão escapar de cassação no TSE

02/04/2024 05:30, atualizado 02/04/2024 14:00
Roque de Sá/Agência Senado
Sergio Moro usa o computador durante participação em comissão do Senado -- Metrópoles

Apesar do voto contrário do relator no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), Luciano Carrasco Falavinha, à cassação de Sergio Moro, o PT segue confiante de que o senador perderá seu mandato.

Caciques do partido no estado dizem que o voto de Falavinha não muda a situação do ex-ministro de Bolsonaro sobre sua possível cassação. Também não acreditam que apenas Moro terá o mandato cassado, mas sim toda a chapa.

A possibilidade de poupar os suplentes de Moro, algo que inviabilizaria nova eleição no Paraná, foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral no julgamento que começou na última segunda-feira (1º/4).

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Se apenas Moro for cassado, quem assume é o primeiro suplente do senador, no caso o advogado Luis Felipe Cunha (União). O segundo suplente é o empresário Ricardo Guerra.

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Foco no TSE

A confiança de petistas vem do Tribunal Superior Eleitoral. Mesmo que o TRE-PR absolva Moro, ou poupe os suplentes do senador, a decisão pode ser revertida no recurso enviado ao TSE.

A ação que acusa Moro de suposto abuso econômico nas eleições de 2022 foi protocolada pelo PT e pelo PL de Jair Bolsonaro. Ambos os partidos têm interesse em nova eleição no estado.

Como mostrou a coluna, o cronograma no PT do Paraná é que o julgamento de Moro ocorra ao longo de 2024. E que nova eleição para a cadeira de senador só seja realizada em 2025.

O julgamento de Moro no TRE-PR foi suspenso após pedido de vista do desembargador José Rodrigo Sade. A sessão será retomada na próxima quarta-feira (3/4).