PSD espera que Lula trate o partido melhor do que o restante do Centrão
Avaliação no PSD é de que a sigla merece ter um tratamento diferente do restante do Centrão por não ter declarado apoio a Flávio no 2º turno

A bancada do PSD de Gilberto Kassab no Congresso Nacional espera aumentar ou pelo menos manter, no quarto governo Lula, o espaço que tem hoje na Esplanada dos Ministérios.
A avaliação é de que o PSD merece ter um tratamento melhor do que as demais siglas do Centrão, que anunciaram, em peso, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026.
Lideranças do PSD relatam, nos bastidores, que houve uma forte pressão interna da bancada da legenda na Câmara para anunciar apoio a Flávio. A pressão, contudo, foi contida.
A integrantes do governo, o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), tem tido que atuou para sequer colocar o tema em pauta, pois, se colocasse, haveria maioria pró-Flávio.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaA pressão aumentou ainda mais quando o MDB, outro partido tradicionalmente de centro, declarou apoio público a Flávio, atendendo à vontade do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
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Além de impedir o apoio a Flávio e manter a neutralidade no segundo turno, parlamentares do PSD afirmam que o partido também demonstrou comprometimento com a pauta do governo.
Como exemplo, citam a resistência do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em pautar, entre o primeiro e o segundo turnos, o projeto que redefiniu os limites para os microempreendedores individuais (MEIs).
Para esses parlamentares, teria sido o comprometimento do PSD, ao garantir apoio à votação, que permitiu a aprovação da proposta na Câmara, o que ajudou Lula na eleição.
O PSD também foi a primeira sigla a declarar apoio à reeleição de Motta na Casa. Assim, fortaleceu a candidatura de um aliado de Lula em um momento em que o PL estudava lançar um nome próprio na disputa.







