Proposta do futuro secretário de Tarcísio enquadraria vândalos de Brasília como terroristas
Projeto relatado pelo futuro secretário da Segurança de Tarcísio classifica como terrorismo atos que "visem a promover terror social”

Futuro secretário da Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas, o deputado Capitão Derrite (PL-SP) propôs na Câmara classificar como “terrorismo” atos de vandalismo como os cometidos por bolsonaristas na segunda-feira (12/12), em Brasília.
A proposta foi feita por meio de um projeto de lei do qual Derrite é relator. A matéria chegou a ser aprovada na comissão de Segurança Pública da Casa em agosto de 2021. Mas não chegou a avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Em seu parecer sobre a proposta, Derrite prevê que passariam a ser classificados como terrorismo atos que “visem a promover terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa física ou jurídica, o patrimônio público ou privado, a ordem pública, a ordem constitucional, a incolumidade pública, as instituições estatais”.
Também seriam considerados como terrorismo atos que exponham ao perigo “representações diplomáticas e consulares sediadas no território nacional, por anúncio, ameaça, simulação, coação ou pela prática de ato violento, quaisquer que sejam os meios empregados”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaBolsonaro contra o terrorismo
O governo de Jair Bolsonaro também patrocinou um projeto na Câmara que poderia enquadrar os atos de seus apoiadores em Brasília como terrorismo. O projeto de lei 732/22 inclui na lei antiterrorismo uma nova definição para os atos.
O texto guarda semelhanças ao relatório apresentado por Derrite. A proposta classificaria como terrorismo “atentar contra a vida ou a integridade física de pessoa ou contra o patrimônio público ou privado”. O projeto, porém, também não avançou na Câmara
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Ver todasNesta segunda-feira, bolsonaristas tentaram invadir a sede da Polícia Federal, na zona central de Brasília, após a prisão do Cacique Tserere, um líder indígena apoiador de Bolsonaro.
Com integrantes vestidos com a camisetas da Seleção Brasileira, o grupo danificou dezenas de carros que estavam estacionados nos arredores do prédio da corporação. Alguns, inclusive, chegaram a ser incendiados.












