Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

A preocupação de um ministro do governo Lula com Haddad

Ministro de Lula aliado a Fernando Haddad diz que atual chefe da equipe econômica "anda muito triste e desapontado" com falta de apoio

17/06/2024 11:54, atualizado 17/06/2024 13:30
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Imagem colorida do ministro Fernando Haddad, da Fazenda, em evento no Planalto - Metrópoles

Ministros do governo Lula próximos de Fernando Haddad têm demonstrado, nos bastidores, preocupação com o titular do Ministério da Fazenda em meio à falta de apoio à agenda econômica.

“Estou muito preocupado com Haddad. Ele anda muito triste e desapontado. Falta de apoio real”, relatou à coluna, sob reserva, um influente ministro do Palácio do Planalto.

Nas últimas semanas, Haddad vem sofrendo críticas não só do mercado financeiro e do empresariado como de integrantes do próprio governo e do PT, partido ao qual é filiado.

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Críticas e indireta a Haddad

Do mercado e empresariado, o estopim para o aumento do tom das críticas ao ministro foi a medida provisória (MP) que alterava as regras de compensação do PIS/Cofins.

A MP, como noticiou a coluna, foi alvo de duras críticas por parte de empresários e acabou sendo devolvida ao governo pelo presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha

Já do governo e de petistas partem críticas a propostas de Haddad para revisão de gastos, em debate na equipe econômica após a escalada da incerteza fiscal e a alta do dólar.

Na semana passada, como noticiou a coluna, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, mandou uma indireta para o ministro da Fazenda por meio das redes sociais.

Hoffmann compartilhou um texto do jornalista Leonardo Sakamoto, no qual ele critica a ideia de limitar os gastos em saúde, educação e benefícios previdenciários, defendida pelo time de Haddad.

A coluna procurou interlocutores de Haddad para questioná-los sobre a preocupação de colegas do ministro, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações.