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Planalto vê Alcolumbre isolado em 2022 após resistência a André Mendonça

Avaliação é de que o senador do DEM, que já não tem apoio da oposição no Amapá, pode perder votos de evangélicos e de bolsonaristas

atualizado 23/09/2021 17:24

Davi Alcolumbre vota nas eleições municipais de 2020Fabiano Menezes/ Ascom

Ministros do Palácio do Planalto avaliam que a resistência de Davi Alcolumbre (DEM-AP) à indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF) tem potencial para deixar o senador isolado nas eleições de 2022, quando o parlamentar pretende disputar reeleição ao Senado pelo Amapá.

O raciocínio é de que, com a resistência a Mendonça, Alcolumbre perderá votos tanto de evangélicos quanto de bolsonaristas. O isolamento se completaria pelo fato de não ter apoio do grupo do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e dos Capiberibe, adversários de Alcolumbre no estado.

Como o Metrópoles vem noticiando, o ex-presidente do Senado tem sido bastante pressionado por lideranças evangélicas a marcar logo a sabatina de Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da qual Alcolumbre é presidente. Para isso, ameaçam trabalhar contra o senador no pleito de 2022.

O parlamentar, no entanto, segue firme no discurso de que não tem previsão para marcar a sabatina. Como a coluna noticiou, após outros senadores acionarem o STF para obrigar Alcolumbre a pautar o tema na CCJ, ele diz que o caso está “sub judice” e, por isso, não depende mais apenas de uma decisão exclusiva sua.

 

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