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Igor Gadelha

PL vê celular de Bolsonaro como real alvo da operação sobre vacinas

Caciques do PL entendem que operação sobre fraudes em vacinas tinha como verdadeiro alvo apreender celular de Jair Bolsonaro

09/05/2023 16:47, atualizado 09/05/2023 17:57
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Hugo Barreto/Metrópoles
PGR Presidente Jair Bolsonaro conversa ao celular no planalto

Lideranças do PL avaliam que a operação da Polícia Federal contra fraude em cartões de vacinação de bolsonaristas, na semana passada, teve como objetivo principal a apreensão do aparelho celular de Jair Bolsonaro.

Na visão de caciques da legenda, a operação teria servido como uma “pescaria”. Ou seja, uma espécie de “desculpa” para fazer buscas na casa do ex-presidente e apreender o celular dele.

Para bolsonaristas do PL, a apreensão do celular seria uma tentativa de buscar informações mais graves contra Bolsonaro e, com isso, embasar uma possível ofensiva jurídica mais robusta contra o ex-presidente.

A operação contra Bolsonaro foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que relata uma série de outras investigações contra o ex-presidente na Corte.

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Durante a operação, a PF também apreendeu o celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. A Justiça, no entanto, já tinha quebrado os sigilos dos aparelhos de comunicação do militar anteriormente.

Com base no material colhido no celular de Cid, a PF interceptou mensagens trocadas pelo ex-ajudante de ordens e outros aliados de Bolsonaro, por meio das quais eles discutiram uma tentativa de golpe para evitar a posse de Lula.

Na segunda-feira (8/5), por exemplo, vieram à tona mensagens entre Aílton Barros, ex-major e amigo de Bolsonaro, com o coronel Élcio Franco, ex-secretário do Ministério da Saúde.

Nas mensagens, Franco e Aílton aparecem falando de um possível golpe de Estado, com mobilização das Forças Armadas, para impedir que Lula assumisse a Presidência da República após as eleições de 2022.