
Igor GadelhaColunas

PL prepara ofensiva em CPMI para tentar convocar irmão de Lula
Caso consiga votar anistia nesta semana, PL planeja ofensiva para conseguir convocar Frei Chico, irmão de Lula, na CPMI do INSS do Congresso
atualizado
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Com a proximidade do fim do debate sobre a anistia (ou dosimetria da pena) aos presos do 8 de Janeiro, o PL se prepara para concentrar sua artilharia contra o governo Lula na CPMI do INSS do Congresso Nacional.
Segundo apurou a coluna, caso a anistia seja realmente votada na Câmara nesta semana, o líder do PL na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), promete se concentrar primordialmente nas articulações da CPMI.
A expectativa é que, com o reforço de Sóstenes na articulação, a oposição consiga, finalmente, maioria para convocar Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente de um dos sindicatos investigados no escândalo do INSS.
Tanto o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), quanto o presidente, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defendem a convocação. Governistas dizem, entretanto, que não há votos para chamar Frei Chico.
Uma das estratégias do PL é intensificar a articulação junto a partidos do Centrão para que eles troquem seus membros na comissão por parlamentares que apoiam a convocação do irmão de Lula.
Alvo da PF
Na quinta-feira (9/10), o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), que tem Frei Chico como vice-presidente, foi alvo da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
O sindicato foi alvo de mandados de busca e apreensão em seu endereço, em São Paulo. A PF também cumpriu mandados de busca nas casas do presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho, e de dirigentes da entidade.
A Farra do INSS foi revelada pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de 2023. Em abril de 2025, o escândalo tornou-se alvo da PF por meio da primeira fase da Operação Sem Desconto.
Segundo a PF, a ação da quinta-feira teve o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes, como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.





