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Igor Gadelha

PGR arquiva, mas Moraes segura inquérito de Janot por ameaça a Gilmar

PGR arquivou investigação contra Rodrigo Janot por suposta ameaça a Gilmar Mendes, mas ministro Alexandre de Moraes mantém caso no STF

25/11/2024 02:00, atualizado 25/11/2024 06:25
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João Américo/Secom/PGR
Rodrigo Janot

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou uma investigação contra o ex-chefe da PGR Rodrigo Janot por uma suposta ameaça de morte ao ministro do STF Gilmar Mendes.

A decisão foi assinada em 24 de junho de 2024, cinco anos após Janot dar entrevistas contando que, em 2017, quando chefiava a PGR, chegou a ir armado ao STF para matar Gilmar e se suicidar na sequência.

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Em livro, Janot confessou que pensou em matar o ministro do STF Gilmar Mendes
Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República
A confissão de Rodrigo Janot virou inquérito e está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes
O ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot
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O ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot

João Américo/Secom/PGR
Em livro, Janot confessou que pensou em matar o ministro do STF Gilmar Mendes
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Em livro, Janot confessou que pensou em matar o ministro do STF Gilmar Mendes

Vinícius Santa Rosa/Metrópoles
Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República
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Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República

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A confissão de Rodrigo Janot virou inquérito e está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes
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A confissão de Rodrigo Janot virou inquérito e está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes

Vinícius Santa Rosa/Metrópoles

As entrevistas foram concedidas por Janot em 2019 para divulgar seu livro de memórias, lançado naquele ano. Na publicação, o procurador fazia um relato do episódio, mas não citava o nome de Gilmar.

Após as entrevistas, um inquérito foi aberto no STF. O relator escolhido foi o ministro Alexandre de Moraes. Ele enviou o caso para a PGR, que abriu uma “notícia de fato” para apurar o caso.

A investigação andou a passos lentos durante a gestão de Augusto Aras no comando da Procuradoria-Geral da República e só agora, no primeiro ano da gestão de Gonet à frente do órgão, foi arquivada.

“Como se observa, todas as diligências investigatórias plausíveis foram realizadas e não trouxeram elementos suficientes para configurar a materialidade delitiva dos fatos narrados na reportagem que originou a apuração. Além disso, não se vislumbram novas providências que justifiquem a manutenção dessa investigação. Não parece crível que, após o decurso de mais de sete anos dos fatos narrados, surjam novos elementos informativos”, justificou Gonet na decisão sigilosa, à qual a coluna teve acesso.

Janot agora espera Moraes

Apesar da decisão de Gonet, o inquérito contra Janot segue aberto no STF, aguardando Moraes arquivar o caso. O arquivamento não tinha ocorrido até a publicação desta matéria.

Recentemente, a defesa de Janot pediu a Moraes a devolução de seus equipamentos eletrônicos que foram apreendidos durante a investigação. Até o momento, porém, ele ainda não decidiu.

Bolsonaro relembra caso

Como mostrou a coluna, um dia após a Polícia Federal revelar um suposto plano de militares para matar Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro relembrou a confissão de Janot contra Gilmar Mendes.

Na quarta-feira (20/11), Bolsonaro enviou a seus contatos no WhatsApp um “print” de uma notícia de que Janot tinha revelado que chegou a ir armado ao STF com a intenção de atirar em Gilmar.

Em nota, a defesa de Janot chamou de “incabível comparação” a publicação de Bolsonaro e lembrou a decisão de Gonet de arquivar a investigação contra o ex-procurador geral da República.

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