Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

PF aponta que juiz do TSE atuou de forma ilegal em ação contra urnas

Em inquérito, PF aponta que juiz federal que trabalhou no TSE em 2022 atuou de forma ilegal junto ao PL na representação contra as urnas

26/11/2024 17:25, atualizado 26/11/2024 18:54
Compartilhar notícia
Breno Esaki/Especial Metrópoles
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fala ao telefone após de imprensa eleições 2022 - Metrópoles

No relatório final do inquérito do golpe, a Polícia Federal aponta a participação de um juiz federal junto ao PL de Valdemar Costa Neto na ofensiva contra as urnas eletrônicas.

Nas investigações, a PF concluiu que o juiz Sandro Nunes Vieira, que trabalhou no TSE em 2022, “atuou de forma ilegal” e em ” desacordo com sua função” ao discutir fraudes com aliados do então presidente Jair Bolsonaro.

PF aponta que juiz do TSE atuou de forma ilegal em ação contra urnas - destaque galeria
3 imagens
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, irritou bolsonaristas ao repostar aliado com Geraldo Alckmin
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL de Jair Bolsonaro
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL)
1 de 3

Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL)

Vinícius Schmidt/Metrópoles
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, irritou bolsonaristas ao repostar aliado com Geraldo Alckmin
2 de 3

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, irritou bolsonaristas ao repostar aliado com Geraldo Alckmin

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL de Jair Bolsonaro
3 de 3

Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL de Jair Bolsonaro

Breno Esaki/Especial Metrópoles

No relatório, a PF diz que encontrou mensagens no celular de Marcelo Câmara, então assessor especial de Bolsonaro, na qual ele discutia com o juiz fraudes nas urnas eletrônicas e a ação do PL contra o pleito.

Além disso, a Polícia Federal aponta na investigação que o magistrado atuou para “esconder” sua participação na representação. Especialmente seu contato com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

A PF diz ainda que Sandro Vieira enviou uma mensagem para Marcelo Câmara pedindo para avisar Valdemar para não mencionar seu nome ao tratar da representação do partido contra as urnas eletrônicas.

O motivo da preocupação do juiz foi uma entrevista de Valdemar em novembro de 2022, na qual o dirigente cita o nome de Sandro. Após a divulgação, o então juiz emitiu uma nota negando qualquer contato com o presidente do PL.

“Nesse contexto, os elementos probatórios identificados pela investigação demonstram que Sandro Nunes Vieira atuou de forma ilegal e clandestina, ao assessorar o Partido Liberal na representação eleitoral contra as urnas eletrônicas”, afirma a PF no relatório, tornado público pelo ministro do STF Alexandre de Moraes nesta terça-feira (26/11).

Apesar da citação ao magistrado, o nome dele não aparece na lista de 37 pessoas indiciadas pela Polícia Federal no inquérito do golpe. A lista dos indiciados já tinha sido divulgada pela corporação na semana passada.

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters