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Igor Gadelha

PEC da Blindagem foi “enterrada”, dizem líderes da Câmara

Após tentativa de criar texto, líderes da Câmara dizem que PEC das Prerrogativas, conhecida como “PEC da Blindagem” deve voltar ao limbo

atualizado

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Marina Ramos / Câmara dos Deputados
reunião de líderes Câmara
1 de 1 reunião de líderes Câmara - Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

A polêmica PEC das Prerrogativas, também conhecida  como “PEC da Blindagem”, não deve avançar na Câmara. Segundo lideranças do Centrão, a proposta “morreu” e deve voltar para o limbo na Casa.

A PEC prevê retomar algumas das prerrogativas dos deputados que estavam na Constituição de 1988, mas foram sendo alteradas ao longo do tempo, fortalecendo especialmente o Poder Judiciário.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta
O presidente Hugo Motta em reunião de líderes da Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara, Hugo Motta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O presidente Hugo Motta em reunião de líderes da Câmara dos Deputados
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O presidente Hugo Motta em reunião de líderes da Câmara dos Deputados

Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O problema, dizem lideranças da Câmara, é que não houve consenso sobre o texto. Assim, o projeto, que chegou a entrar na pauta do plenário nos dias 26 e 27 de agosto, não deve ser votado neste momento.

Os caciques da Câmara temiam, com o projeto, comprar uma nova briga com o Supremo — e ainda arcar com o ônus, diante do eleitorado, de aprovar uma lei com a pecha de aumentar a impunidade.

Hugo Motta (Republicanos-PB) chegou a escolher o deputado Lafayette Andrada (Republicanos-MG) como relator. O projeto fazia parte do “acordo” para encerrar o “motim” bolsonarista no plenário, no início de agosto.

O próprio líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), contudo, avisou em 28 de agosto que não iria mais defender o projeto e que caberia ao Centrão, caso tivesse interesse, brigar pela votação da PEC.

“Nós só vamos acompanhar se algum outro partido entender que isso é importante para o Parlamento. Para nós, do PL, isso é uma proteção e um fortalecimento ao principal dos Três Poderes, que é o Poder Legislativo, que representa o todo da sociedade brasileira. Agora, tem gente que quer fazer politicagem barata, oportunista, um ano antes da eleição, e quer botar o desgaste disso no nosso partido”, disse Sóstenes ao Metrópoles.

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