Para PT, parecer de Derrite ajudaria Centrão a escapar de investigação
PT alerta para trecho do parecer de Derrite no PL Antifacção que pode ajudar caciques do Centrão a se livrar da Carbono Oculto

Lideranças do PT na Câmara veem um movimento de caciques do Centrão de usar o relatório de Guilherme Derrite (PP-SP) sobre o PL Antifacções para se livrar de investigações inômodas, como a da Carbono Oculto.
Segundo petistas, isso seria possível por meio do trecho do parecer de Derrite que prevê restringir a atuação da Polícia Federal em investigações contra organizações criminosas nos estados.
O relatório de Derrite prevê que a PF só poderia entrar em investigações de organizações criminosas quando as apurações forem de alcance nacional e com uma autorização dos governadores.
Para petistas, o único motivo para Derrite ter incluído o trecho no projeto seria blindar caciques do Centrão dos desdobramentos da Carbono Oculto, que já investiga envolvimento de políticos do grupo.
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Frequência de envio: Diário
Ver todas“Em vez de fortalecer o combate ao crime organizado, o relator faz o oposto: tira poder da PF, protege redes de lavagem e impede a cooperação direta entre polícias, na contramão do que foi proposto na PEC da Segurança. É uma manobra inconstitucional, que fere o artigo 144, parágrafo 1º, I, da CF, que trata da competência em infrações interestaduais ou transnacionais, que visa sabotar as investigações mais relevantes do país e blindar quem teme o avanço da Operação Carbono Oculto”, escreveu em seu X o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias.
Investigação aterroriza Centrão
A Carbono Oculto foi uma operação da Polícia Federal, em parceria com a Secretaria de Segurança de São Paulo, que mirou em fintechs usadas pelo PCC para lavar dinheiro.
Como mostrou a coluna, a Carbono Oculto “aterrorizou” caciques de dois partidos do Centrão: o União Brasil e o Progressistas. Fontes da PF apontam que, em breve, alvos das siglas serão envolvidos no caso.
Estão na mira da investigação vários elos da cadeia de combustíveis controlados pelo crime organizado, desde a produção e comercialização até os elos finais de ocultação do patrimônio, via fintechs e fundos de investimentos.











