
Para ministros do STF e TSE, crítica de Flávio às urnas foi proposital
Ministros do STF, STJ e TSE avaliam, nos bastidores, que Flávio Bolsonaro quis fazer um aceno aos EUA e às big techs ao criticar as urnas

Ministros de tribunais superiores — entre eles o STF, STJ e TSE — avaliam, nos bastidores, que as críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às urnas eletrônicas durante um encontro com embaixadores nesta semana foram feitas de forma proposital.
Para magistrados ouvidos pela coluna reservadamente, a declaração teria sido feita de “caso pensado”, como parte de uma estratégia para fazer uma sinalização ao governo Donald Trump e às grandes empresas de tecnologia, em meio à corrida presidencial.
“Na eleição, a força deles é muito grande”, comentou um ministro.
Ministros lembram que a fala de Flávio vai na linha dos discursos do atual secretário de Estado americano, Marco Rubio, que têm manifestado críticas ao sistema eleitoral brasileiro e defendido maior pressão internacional sobre decisões do Judiciário no país.
Para integrantes do STF e do TSE ouvidos pela coluna, a intenção de Flávio seria reforçar essa narrativa internacional, na expectativa de ampliar o apoio político externo e sensibilizar setores das big techs durante a campanha eleitoral no Brasil.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha“Não existe uma fala dessas espontânea de um candidato a presidente. Foi de caso pensado“, afirmou à coluna, sob reserva, um magistrado do TSE.
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A fala de Flávio foi feita na terça-feira (21/7) em um evento promovido pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report. Em sua fala fala, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro questionou a efetividade das urnas eletrônicas.
Flávio afirmou que as urnas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, supostamente envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012, conforme relatório da CIA divulgado nesta semana.
As declarações de Flávio provocaram forte reação no meio político. O PT do presidente Lula, por exemplo, entrou com uma representação eleitoral no TSE pedindo que outros parlamentares bolsonaristas excluam postagens sobre as críticas do senador.









