
Igor GadelhaColunas

Para aliados, Bolsonaro expressa otimismo com “mudança de ventos”
Em conversas com aliados que o visitam em prisão domiciliar, Bolsonaro expressa otimismo com votação na Câmara e fim da prisão domiciliar
atualizado
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Preso domiciliarmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem aproveitado as visitas de aliados para expressar otimismo de que, em breve, sua situação com a Justiça pode dar uma virada.
O primeiro motivo é que ele escapou de ser indiciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, no inquérito que investiga uma suposta coação de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no julgamento da trama golpista.
Na terça-feira (23/9), seus advogados pediram ao Supremo o fim da prisão domiciliar do ex-presidente, já que ele não está preso por causa da suposta trama golpista, e sim pela possível interferência de Eduardo.
Assim, é possível que o STF decida pelo fim da prisão domiciliar de Bolsonaro, que voltaria a cumprir pena em regime fechado após o fim do julgamento da chamada “trama golpista” na Corte.
O ex-presidente também expressou otimismo com o andamento do “Projeto da Dosimetria”. Apesar de concordar que uma redução de penas não é o ideal, a estratégia que o PL planeja usar na votação é considerada promissora.
O partido deverá votar junto com o relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pela nova dosimetria das penas decididas pelo STF. Mas, na sequência, deverá apresentar uma emenda ao texto para tentar emplacar a anistia.
Nesta semana, Bolsonaro recebeu o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) na segunda-feira (22/9). Na terça, quem o visitou foi o senador Rogério Marinho (PL-RN). Nesta quarta-feira (24/9), esteve com o vice-líder da oposição na Câmara, Rodrigo Valadares (União-SE).





