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Igor Gadelha

Padilha vê minuta como prova de que invasões foram "premeditadas"

Ministro Alexandre Padilha diz que decreto para Bolsonaro anular resultado das eleições deixa claro objetivo das invasões golpistas

12/01/2023 18:40, atualizado 12/01/2023 18:51
Matheus Veloso/Metrópoles
Assessores Alexandre Padilha pós reunião com Lula em Brasília / Metrópoles

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, viu a minuta de decreto apreendida pela Polícia Federal na casa do ex-ministro Anderson Torres como mais uma prova de que as invasões golpistas do domingo (8/1), em Brasília, foram premeditadas.

Na visão do ministro de Lula à coluna, ficou “mais claro o objetivo criminoso de quem financiou, organizou e realizou” as invasões aos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF.

“À medida que as investigações avançam, fica ainda mais claro o objetivo criminoso de quem financiou, organizou e realizou os atos do último domingo. Bolsonaro e seus seguidores, derrotados pela vontade soberana que os brasileiros manifestaram nas urnas, queriam fabricar o caos para enterrar a democracia. A tentativa de golpe foi detalhadamente premeditada e esboçada, mas nós não vamos deixar que seus autores saiam impunes”, disse Padilha.

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Nesta quinta-feira (12/1), o jornal Folha de S. Paulo revelou que a PF encontrou na casa de Torres uma minuta de um decreto que seria assinado por Jair Bolsonaro para instaurar Estado de Defesa no TSE. O objetivo seria tentar anular o resultado das eleições presidenciais.

Em seu Twitter, o ex-ministro justificou o decreto. Ele afirmou que recebe “propostas dos mais diversos tipos” e que o documento estava em uma pilha para descarte.

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“Tudo seria levado para ser triturado oportunamente no Ministério da Justiça e da Segurança Pública. O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim”, afirmou Torres.