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Os empresários que jantaram com Gleisi Hoffmann em São Paulo

Presidente nacional do PT jantou com um grupo de empresários e executivos do mercado financeiro na segunda-feira (4/4), em São Paulo

atualizado 05/04/2022 12:58

Igo Estrela/Metrópoles Igo Estrela/Metrópoles

Presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) jantou nessa segunda-feira (4/4), em São Paulo, com um grupo de cerca de 20 grandes empresários e executivos de instituições do mercado financeiro.

O encontro aconteceu na casa do empresário João Camargo (grupo Esfera Brasil) e contou com as presenças de nomes como Abílio Diniz (Península Participações), Flávio Rocha (Riachuelo) e Cândido Júnior (Hapvida).

Gleisi estava acompanhada do economista Gabriel Galípolo, de 39 anos. Ex-presidente do banco Fator, ele foi apresentado como um dos conselheiros econômicos do ex-presidente Lula.

O que Gleisi disse aos empresários

Em seu discurso no jantar, a presidente do PT apresentou as posições de Lula sobre temas como teto de gastos, Petrobras, Eletrobras, papel do estado e programas sociais.

Petrobras — Sobre a estatal, Gleisi defendeu como solução para ajudar a baixar os preços dos combustíveis aumentar a capacidade de refino do Brasil, por meio da construção de novas refinarias.

Eletrobras — A presidente do PT deixou claro que Lula é contra a privatização da estatal. Ela argumentou que a privatização será um erro, pois a estatal não dá prejuízo. Também ressaltou que a Inglaterra está revendo privatizações.

Teto de gastos — Gleisi Hoffmann chamou o atual teto de gastos de “fictício” e defendeu a revisão da regra.

Papel do estado — A presidente do PT defendeu que o estado deve ter um papel indutor da economia, sendo protagonista de grandes investimentos em infraestrutura, por meio da oferta de juros subsidiados.

Programas sociais — Gleisi citou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para defender o aumento dos gastos da União com programas sociais.

Banco Central — A dirigente do PT afirmou que, se Lula for eleito, o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, permanecerá no cargo ao menos até 31 de dezembro de 2024, quando acaba seu mandato. Campos Neto foi indicado ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro e ganhou mandato após o Congresso aprovar a autonomia do BC.

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