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Igor Gadelha

Oposição discute incluir perdão a Dallagnol em PEC da Anistia

Em reunião da oposição nesta quarta-feira (17/5), deputados do PL e Podemos discutiram incluir perdão a Deltan Dallagnol na PEC da Anistia

Repórter de Igor Gadelha17/05/2023 12:40, atualizado 17/05/2023 13:39
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Material cedido à Coluna Igor Gadelha/Metrópoles
Oposição discute incluir perdão a Dallagnol em PEC da Anistia

Deputados da oposição discutem nos bastidores incluir, na PEC da Anistia aos partidos políticos, uma espécie de perdão retroativo a Deltan Dallagnol (Podemos-PR). O ex-procurador teve o mandato cassado pelo TSE, nessa terça-feira (16/5), por unanimidade.

A estratégia foi sugerida por deputados do PL de Jair Bolsonaro e do Podemos em uma reunião da oposição na manhã desta quarta-feira (17/5), na Câmara, com a presença de Dallagnol (foto em destaque). Parlamentares do Novo também participaram do encontro.

A PEC da Anistia foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na terça. A proposta, que dá uma anistia geral a partidos por problemas nas prestações de contas e pelo descumprimento de cotas eleitorais, ainda precisa ser votada no plenário da Casa.

Outra possibilidade aventada pela oposição seria apresentar um projeto novo de anistia a Dallagnol. O martelo acabou não sendo batido na reunião. Deputados do PL e do Podemos combinaram de prosseguir as conversas para decidir qual seria o melhor caminho.

Ainda na reunião, a oposição discutiu a possibilidade de entrar em obstrução nesta quarta, para tentar impedir a votação da urgência do novo marco fiscal. O objetivo seria pressionar o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), a ajudar a salvar Dallagnol. O PL, porém, resistiu à proposta.

Recurso ao STF

Paralelamente à articulação na Câmara, o ex-procurador decidiu recorrer ao STF contra a decisão do TSE. O parlamentar também pretende conceder uma entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quarta, no Salão Verde da Câmara, para falar sobre o assunto.

Dallagnol foi cassado pelo TSE, após os ministros da Corte considerarem nula sua candidatura. O argumento é que o ex-procurador pediu exoneração do Ministério Público Federal para evitar uma eventual punição administrativa, que poderia torná-lo inelegível.

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