O petista cotado para assumir a coordenação do grupo eleitoral de Lula
Cúpula do PT avalia colocar senador petista na coordenação do grupo eleitoral que articula a reeleição do presidente Lula
atualizado
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Além de deixar a Câmara e sua pré-candidatura ao Senado, o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), terá que deixar a coordenação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT.
O motivo é que, de acordo com a legislação eleitoral, Guimarães não pode acumular os dois cargos. Dessa forma, Lula terá de escolher um novo nome para coordenador o grupo eleitoral petista, que cuidará de sua reeleição presidencial.
A coluna apurou com a cúpula do PT que o senador Humberto Costa (PT-PE) é cotado para o GTE. O petista foi presidente interino do partido quando a ex-ministra e deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) assumiu a pasta de Lula.
O grupo de trabalho foi criado em novembro de 2025 para organizar a estratégia nacional do partido nas eleições de 2026. Entre as atribuições do GTE estão reeleger o presidente Lula, ampliar o número de parlamentares eleitos no Congresso Nacional e articular palanques estaduais sólidos com aliados.
O GTE é comandado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva. Também compõem o grupo de trabalho o vice-presidente nacional do partido e deputado Jilmar Tatto (SP), a secretária de finanças da sigla, Gleide Andrade, e o prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá.
Guimarães na articulação política
O ex-líder do governo Lula na Câmara foi anunciado para substituir a ex-ministra Gleisi Hoffmann no sábado (11/4), em uma publicação nas redes sociais. Guimarães toma posse como ministro nesta terça-feira (14/4), no Palácio do Planalto.
O deputado desistiu da candidatura ao Senado pelo Ceará e abriu mão do mandato na Câmara a pedido de Lula. O presidente queria alguém que tivesse trânsito com o Congresso Nacional para gerir a pasta até o final do ano.
A coluna mostrou que Lula consultou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), antes de anunciar o nome de Guimarães. Segundo aliados do chefe da Casa, ele incentivou o líder do governo a aceitar o desafio, depois que o parlamentar topou abrir mão de seu mandato.








