Igor Gadelha

O jantar de Motta e Tarcísio em SP que selou o destino da anistia

Presidente da Câmara, Hugo Motta, e governador Tarcísio de Freitas jantaram no domingo (14/9), em SP, para discutir o destino da anistia

atualizado

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Imagem colorida do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante votação da urgência do PL da Anistia
1 de 1 Imagem colorida do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante votação da urgência do PL da Anistia - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O destino do projeto da anistia na Câmara ao longo desta semana começou a ser definido em um jantar no domingo (14/9), em São Paulo, entre o presidente da Casa, Hugo Motta, e o governador Tarcísio de Freitas.

O encontro aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista e residência oficial do governador, e contou ainda com a presença do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI).

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Governador Tarcísio de Freitas na Avenida Paulista
Senador Ciro Nogueira (PP-PI)
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), durante votação da urgência do PL da Anistia
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), durante votação da urgência do PL da Anistia

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Governador Tarcísio de Freitas na Avenida Paulista
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Governador Tarcísio de Freitas na Avenida Paulista

Danilo M. Yoshioka/Metrópoles
Senador Ciro Nogueira (PP-PI)
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Senador Ciro Nogueira (PP-PI)

KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo

No jantar, segundo relatos feitos à coluna, Motta acertou com Tarcísio e Ciro que pautaria a urgência da anistia ao longo da semana. Mas indicou que, no mérito, trabalharia apenas para a redução das penas.

A sinalização de Motta foi decisiva para que a cúpula do PP abrisse mão da briga pela relatoria da anistia. Até então, caciques da sigla trabalhavam para emplacar o deputado Tião Medeiros (PP-PR) como relator.

A reunião com Motta e Ciro no Bandeirantes também levou Tarcísio a desistir de viajar a Brasília na segunda-feira (15/9). A aliados, o governador justificou, naquele dia, que a anistia já estava “encaminhada”.

Mesmo de longe, Tarcísio monitorou as articulações pela anistia ao longo da semana. Seu partido e o de Motta, o Republicanos, só se comprometer com os votos pela urgência na véspera da votação.

O resultado, até agora, saiu melhor que a própria oposição esperava. A urgência foi aprovada por 311 a 163 votos, quórum maior que os 257 votos mínimos necessários para aprovar o requerimento.

Apesar do placar vantajoso para a urgência, o Centrão já avisou à oposição que não necessariamente votará a favor de uma anistia ampla, geral e irrestrita, que beneficie o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O próprio relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), já deu entrevistas dizendo não ver espaço para incluir em seu parecer uma anistia ampla. A decisão, porém, acabará sendo no voto.

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