
Igor GadelhaColunas

O diagnóstico de Motta sobre a derrota de Messias no Senado
Presidente da Câmara, Hugo Motta tem elencado, nos bastidores, fatores que levaram o Senado a rejeitar indicação de Jorge Messias ao STF
atualizado
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem atribuído a derrota histórica do ministro da AGU, Jorge Messias, no Senado a um conjunto de fatores políticos.
Em conversas reservadas com aliados, Motta elenca as eleições de 2026 como um dos fatores que pesaram contra Messias. Neste ano, dois terços das cadeiras no Senado poderão ser renovadas.
Outro elemento citado por Motta seria a articulação conjunta contra Messias por parte do senador e presidenciável Flavio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Alcolumbre tinha preferência pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o Supremo e, por isso, trabalhou pela rejeição de Messias. Já o objetivo de Flávio era derrotar o governo.
Na avaliação de Motta, segundo aliados, esses fatores se somaram à insatisfação dos senadores com o STF, que vive uma crise de credibilidade devido ao possível envolvimento de ministros com o caso Master.
Para o presidente da Câmara, contudo, as investigações do Master não teriam sido preponderantes para a derrota de Messias. A indicação do AGU ao STF foi rejeitada pelo Senado por 42 votos a 34.
Relator do caso Master no Supremo, o ministro André Mendonça era um dos apoiadores de Messias, o que fez aliados do AGU avaliarem que a derrota dele também seria uma tentativa de enfraquecer o magistrado.





