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Igor Gadelha

Nem ministros de Bolsonaro botam fé em representação do PL contra urnas

Nesta terça-feira (22/11), PL pediu invalidação de votos de 279 mil urnas que teriam apresentado "mau funcionamento" no segundo turno

Repórter de Igor Gadelha23/11/2022 02:00, atualizado 23/11/2022 13:23
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Cercado por ministros e aliados, Jair Bolsonaro faz pronunciamento aos brasileiros após derrota nas eleições, no Palácio do Planalto - Metrópoles - Metrópoles

Nem mesmo ministros e parlamentares próximos a Jair Bolsonaro botaram fé na representação protocolada nessa terça-feira (22/11) pelo PL, na qual a sigla pede ao TSE a invalidação de votos de 279 mil urnas que teriam apresentado “desconformidades irreparáveis de mau funcionamento” no segundo turno.

A avaliação predominante entre ministros do atual governo ouvidos pela coluna é de que a ação foi apenas uma tentativa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de aliviar a pressão interna que vinha sofrendo da ala mais radical do partido, ávida por contestar o resultado eleitoral a qualquer custo.

Nos bastidores, ministros e parlamentares próximos de Bolsonaro são uníssonos na previsão de que os ministros do TSE vão arquivar a representação do PL sem sequer julgar seu mérito. “Não vai dar em nada. O TSE vai arquivar”, prevê um influente ministro do Centrão.

Em despacho logo após o recebimento da ação, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, determinou que o PL também inclua na ação, em até 24h, o questionamento ao resultado do primeiro turno das eleições, quando o partido obteve a maior bancada na Câmara, com 99 deputados.

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