
Igor GadelhaColunas

“Não há proteção às bets na Câmara”, diz Motta sobre PL Antifacção. Veja o vídeo
Em entrevista ao Metrópoles, presidente da Câmara defende medida da Casa que retirou imposto sobre bets do PL Antifacção
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), explicou uma das decisões polêmicas da Casa nos últimos dias: a decisão dos deputados de retirar do PL Antifacção o novo imposto sobre bets, a Cide-Bets.
Confira o trecho:
Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o mandatário negou que o motivo tenha sido qualquer proteção às casas de apostas online e afirmou que a decisão se baseou na viabilidade do imposto, criado no projeto pelo Senado.
Motta afirmou que a criação da Cide-Bets seria “inexequível”, criticou a avaliação de que o imposto arrecadaria R$ 30 bilhões por ano e ressaltou que o entendimento da Casa é de que a medida favoreceria a irregularidade.
“De maneira alguma nós quisemos proteger as bets. Nós enfrentamos o debate com honestidade, e a decisão da Câmara foi por retirar essa cobrança que foi colocada no Senado, justamente por isso, pela incompatibilidade técnica, por já termos aumentado o imposto das bets e para não favorecermos a ilegalidade de um setor que está começando a se legalizar no país”, afirmou.
A votação das alterações do Senado sobre o PL Antifacção aconteceu na noite de terça-feira (24/2). Por meio de um destaque apresentado pelo líder do PP, Dr. Luzinho (PP-RJ), o trecho sobre o imposto das bets foi retirado.
A medida acabou sendo criticada por parlamentares da base governista. O relator do projeto no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), que inseriu a Cide-Bets no texto, também lamentou a decisão da Câmara dos Deputados.
Confira a íntegra da entrevista:





