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Igor Gadelha

Moraes atende PGR e veta buscas em gabinete de Gustavo Gayer na Câmara

Ministro do STF Alexandre de Moraes atendeu solicitação da PGR e não permitiu buscas no gabinete do deputado Gustavo Gayer na sede da Câmara

Gustavo Zucchi, Igor Gadelha25/10/2024 09:28, atualizado 25/10/2024 15:04
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Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Alexandre de Moraes (STF) rejeitou um pedido do líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias

O ministro do STF Alexandre de Moraes atendeu a uma recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e vetou que a Polícia Federal realizasse buscas e apreensões no gabinete de Gustavo Gayer (PL-GO) na sede da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta sexta-feira (25/10).

A coluna teve acesso à decisão na qual Moraes diz explicitamente que a operação  está “circunscrita às pessoas físicas vinculadas aos fatos investigados, e os locais da busca estão devidamente indicados, limitando-se aos endereços residenciais e profissionais”, deixando o gabinete do parlamentar no Congresso de fora da lista.

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Bolsonaro e Gustavo Gayer
Deputado Gustavo Gayer
Deputado Gustavo Gayer
A operação contra Gustavo Gayer (PL-GO) foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes
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A operação contra Gustavo Gayer (PL-GO) foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Bolsonaro e Gustavo Gayer
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Bolsonaro e Gustavo Gayer

reprodução/instagram
Deputado Gustavo Gayer
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Deputado Gustavo Gayer

Vinicius Schmidt/Metropoles
Deputado Gustavo Gayer
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Deputado Gustavo Gayer

Vinicius Schmidt/Metropoles

Em sua manifestação sobre a operação enviada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, havia destacado que uma operação em um gabinete da Câmara “importa significativa interferência de um Poder sobre a sede de outro Poder, tensionando o equilíbrio desejado entre eles”.

“A interferência física sobre repartições do Congresso Nacional exige robustez de maior magnitude na descrição de fatos que convençam da sobrelevada relevância da medida para os fins da investigação, de sorte a que se distinga, com nitidez, o seu caráter indispensável. Não vejo nos autos, ao menos neste estádio das investigações, fatos expostos que atendam ao rigor com que a postulação da providência deve ser sopesada”, escreveu  o PGR na manifestação.

Moraes autorizou operação

A operação contra Gustavo Gayer e assessores de seu gabinete na Câmara investiga uma suposta associação criminosa voltada para desvio de recursos públicos da cota parlamentar e falsificação de documentos para criação de Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP).

A operação da PF envolveu cerca de 60 policiais federais, que cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em cinco cidades diferentes. São elas: Brasília (DF), Cidade Ocidental (GO), Valparaíso de Goiás (GO), Aparecida de Goiânia (GO) e Goiânia (GO).

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