
Igor GadelhaColunas

Messias: “Sou um evangélico ministro, e não um ministro evangélico”
Em entrevista à coluna, ministro da AGU, Jorge Messias, explica sua relação com a religião e conta das conversas com Lula sobre o tema
atualizado
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Um dos poucos evangélicos no primeiro escalão do governo, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, rejeita o rótulo de “ministro evangélico” e preferese classificar como um “evangélico ministro”.
Em entrevista exclusiva à coluna, Messias disse que defende a laicidade do Estado, mas que, como cristão, coloca Deus acima de todas as coisas e tem levado a palavra religiosa para conversas com o presidente Lula.
“Não me considero um ministro evangélico. Sou um evangélico ministro. Não faço da minha fé uma base política. E nem acho que o presidente Lula gosta disso”, disse. “Eu, como evangélico ministro, digamos assim, tenho buscado não só a interlocução com os segmentos evangélicos, mas tenho buscado levar também a palavra de Deus para o presidente. Deus sabe de todas as coisas e me colocou ali”, emendou.
Messias também afirmou que, nas conversas com Lula sobre religião, ele e o presidente chegaram à conclusão de que o principal seria “retirar os políticos” e colocar a figura de Jesus Cristo de volta no centro do púlpito religioso.
“O presidente Lula é um homem de muita fé. Mas ele não quer explorar o povo brasileiro. Ele não quer explorar a religião como arma política. Uma das coisas que a gente sempre conversa — e eu tenho o privilégio de ter desfrutado, nos últimos dois anos, dessa relação com o presidente mais de perto — é dizer, e chegamos à mesma conclusão: ele diz, ‘Se a gente conseguir, ao longo de quatro anos, tirar a classe política do púlpito e devolver Jesus Cristo, vai ser uma grande conquista para esse país e para o cristianismo'”, afirmou.













