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Igor Gadelha

Maduro recicla a Lula promessa velha sobre eleições na Venezuela

Em conversa com Lula na sexta-feira (1º/3), Maduro reciclou promessa de realizar eleições presidenciais no 2º semestre de 2024 na Venezuela

01/03/2024 19:21, atualizado 01/03/2024 19:23
Igo Estrela/Metrópoles
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro conversando com presidente Lula, no palácio do Itamaraty - Metrópoles

Em reunião com  Lula nesta sexta-feira (1º/3), o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, reciclou ao petista uma promessa sobre a data para as eleições presidenciais naquele país.

Durante conversa em São Vicente e Granadinas após a cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), Maduro prometeu a Lula convocar eleições presidenciais no segundo semestre de 2024.

Fontes do governo brasileiro lembram, entretanto, que o compromisso já tinha sido assumido pelo próprio ditador ao assinar o chamado Acordo de Barbados, em outubro de 2023.

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Pelo acordo, Maduro prometeu realizar eleições livres, com a participação da oposição e de observadores internacionais, em troca do fim das sanções dos Estados Unidos à Venezuela.

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O acordo foi mediado pela Noruega e teve o Brasil de testemunha. Mais especificamente o ex-chanceler Mauro Vieira, atual chefe da assessoria especial de Lula na Presidência.

Governo Maduro propõe novas regras

Apesar dos compromissos, o governo Maduro enviou ao Conselho Nacional da Venezuela nesta sexta, antes da reunião do ditador com Lula, uma proposta com regras para as eleições que descumprem o Acordo de Barbados.

Pela proposta, o governo venezuelano sugere 27 possíveis datas para as eleições e excluem o principal partido de oposição da disputa. Maduro defende que o novo documento é mais “abrangente” que o decidido em Barbados.

O partido excluído foi a Plataforma Unitária Democrática, que lançaria María Corina Machad na eleição. Ela foi considerada inelegível pela Suprema Corte da Venezuela, controlada pelo chavismo.