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Igor Gadelha

Em reunião ministerial, Lula dispara contra ditador da Nicarágua

Presidente Lula reclamou do motivo pelo qual ditador da Nicarágua expulsou embaixador brasileiro e disse que Brasil não tem nada a perder

09/08/2024 02:00
Hugo Barreto/Metrópoles
imagem colorida reuniao ministerial lula palacio do planalto - Metrópoles

O presidente Lula subiu o tom contra o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, durante a reunião ministerial que comandou na quinta-feira (8/8) no Palácio do Planalto.

Segundo relatos de ministros, Lula reclamou da expulsão do embaixador do Brasil no país, Breno Souza da Costa, determinada por Ortega e confirmada oficialmente na quinta.

O ditador decidiu expulsar o embaixador brasileiro após a embaixada não enviar representantes às celebrações oficiais pelos 45 anos da Revolução Sandinista, que aconteceram em Manágua em 19 de julho.

“Ele não pode exigir que um embaixador vá num evento obrigatoriamente”, teria reclamado Lula durante a reunião ministerial, segundo relatos de ministros.

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O presidente brasileiro afirmou, de acordo com relatos, que o Brasil não tem “nada a perder” com a crise diplomática com a Nicarágua, diferentemente de Ortega. “Não temos nada a perder. Ele sim”, teria dito o petista.

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Na reunião, Lula confirmou a ministros a decisão de expulsar a embaixadora da Nicarágua no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matu. A diplomata foi comunicada pelo Itamaraty de sua expulsão já na quinta.

O que Lula disse sobre a Venezuela

No encontro, o presidente brasileiro também comentou sobre a eleição na Venezuela. Segundo relatos, Lula afirmou que só pretende falar com o ditador Nicolás Maduro sobre o tema em conjunto com México e Colômbia.

O ditador pediu para falar com o petista no início da semana passada, após o Brasil cobrar a apresentação das atas eleitorais e não reconhecer a autoproclamada vitória de Maduro. Desde então, Lula não respondeu ao pedido.

O mandatário brasileiro afirmou aos ministros que quer conversar com o ditador de forma simultânea com as presenças dos presidentes do México, López Obrador, e da Colômbia, Gustavo Petro.