Lula deve escolher ex-advogado de Deltan para julgar Moro no TRE-PR
Ex-advogado de Deltan Dallaganol desponta como favorito para ser escolhido por Lula para TRE-PR, corte que julgará cassação de Sergio Moro

Ex-advogado de Deltan Dallagnol, o jurista José Rodrigo Sade desponta hoje como franco favorito para ser o escolhido por Lula para uma vaga no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
O nome de Sade consta na lista tríplice de advogados aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira (1º/2) e enviada para o presidente da República escolher um dos três.
A vaga despertou atenção especial do Palácio do Planalto e de petistas nas últimas semanas por conta da proximidade do julgamento do pedido de cassação do senador Sergio Moro (União) no TRE-PR.
Segundo fontes do governo, dos três nomes, Sade seria o “menos pior”. Isso porque, embora já tenha defendido Deltan no passado, não seria um entusiasta declarado da Lava Jato.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaO advogado também se articulou. Antes mesmo de ser escolhido para a lista tríplice, procurou integrantes do governo e do PT do Paraná, que passaram a apoiar seu nome para a vaga nos bastidores.
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Ver todasLigações com Moro e Deltan
Os outros dois integrantes da lista tríplice são os advogados Roberto Aurichio Junior e Graciane Aparecida do Valle Lemos. Ambos têm ligações mais próximas com Moro e com Deltan.
Quando era juiz substituto do TRE-PR, Roberto deu decisões favoráveis a Deltan. Uma delas foi em setembro de 2022, véspera da eleição, quando o ex-procurador disputou uma vaga de deputado federal.
Por meio da decisão, Roberto determinou que sites de esquerda parassem de veicular que a candidatura de Deltan à Câmara teria sido indeferida. O ex-procurador comemorou a decisão nas redes sociais.
Já Graciane foi nomeada por Moro em 2019, quando ele ainda era ministro da Justiça de Bolsonaro, como integrante do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (CNSP).
Em 2021, quando o ministro da Justiça já era Anderson Torres, a advogada foi reconduzida ao posto, o qual permanece ocupando até hoje na gestão petista
Abuso de poder
Moro, vale lembrar, é julgado no TRE-PR em um ações protocoladas por PT e PL. As siglas pedem a cassação do mandato dele de senador por suposto abuso de poder econômico nas eleições de 2022.
A alegação é de que o ex-juiz teria cometido o abuso por ter usado recursos do Podemos, quando era pré-candidato à Presidência da República, para alavancar sua candidatura ao Senado Federal.




