Líderes veem vaga no TCU como moeda para reeleição de Motta
Líderes avaliam que escolha do sucessor do ministro do TCU, Augusto Nardes, será negociada na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados

Líderes da Câmara dos Deputados já preveem que a próxima vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) será usada como moeda de troca na disputa pela reeleição do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em 2027.
Na avaliação de líderes do Centrão e da esquerda, as negociações devem seguir roteiro semelhante ao da indicação do ministro Odair Cunha. A escolha do atual integrante da Corte de Contas foi negociada com o PT durante as articulações que garantiram apoio a Motta na eleição de 2025.
A próxima vaga no TCU surgirá com a aposentadoria antecipada do ministro Augusto Nardes. Em carta enviada a Motta, o presidente da Corte de Contas, Vital do Rêgo, informou que o ministro deixará o cargo em 10 de dezembro de 2026, dez meses antes de atingir a idade para aposentadoria compulsória, de 75 anos.
Na leitura das lideranças, Motta não colocará a indicação em votação poucos dias antes do recesso parlamentar e deixará a escolha para o ano seguinte.
No retorno dos trabalhos legislativos, em 1º de fevereiro de 2027, os deputados terão de eleger o novo presidente da Câmara e os demais integrantes da Mesa Diretora.
PP reivindica vaga
A coluna mostrou que o PP, partido comandado pelo senador Ciro Nogueira (PI), reivindicou a Motta a próxima vaga no TCU. Caciques da legenda afirmam que existe um compromisso do presidente da Câmara para que a cadeira aberta com a saída de Nardes seja preenchida por uma indicação do partido.
O próprio Nardes, vale lembrar, foi filiado ao PP antes de assumir o cargo no TCU. A cúpula da legenda já cita, inclusive, quatro deputados federais como possíveis candidatos à vaga: Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Cacá Leão (PP-BA), Covatti Filho (PP-RS) e Claudio Cajado (PP-BA).
Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha
Frequência de envio: Diário
Ver todas








