Líder da frente evangélica rejeita acordo com Lira sobre jogos de azar
Deputado Cezinha da Madureira diz que orientará bancada a votar contra e que tem votos suficientes para derrotar marco regulatório dos jogos

Presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP) afirmou à coluna que “não há possibilidade de acordo” para aprovar o marco regulatório que legaliza jogos de azar no Brasil.
Segundo o parlamentar, apesar da sondagem do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), revelada pela coluna, a bancada evangélica “nunca aceitaria” votar favoravelmente a uma regularização dos jogos de azar no país.
“Sou contra qualquer tipo de acordo, porque sou contra os jogos de azar. Sou contra esse projeto e votarei contra. Orientarei a bancada a orientar contra. Tanto na Câmara quanto no Senado, como líder da bancada evangélica no Congresso, consigo falar também com os senadores. Somos contra o jogo de azar. E nunca houve nenhum tipo de acordo”, disse Cezinha.
O presidente da frente afirmou ainda que esse é um tema que “não dá para conversar”. Ele ressaltou que Lira tem liberdade para pautar a proposta, mas avisou que a bancada tem votos suficientes para “derrubar” o projeto.
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Ver todasComo revelou a coluna, em um jantar há duas semanas Lira teria sondado parlamentares evangélicos sobre a possibilidade de colaborarem com a construção do texto do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaO projeto está sendo construído em um grupo de trabalho, na tentativa de se chegar a um consenso para votação da proposta que tramita há mais de 30 anos no Congresso.
Apesar dos esforços, Lira ouviu que não há chance de a frente evangélica colaborar com o texto. E que se o projeto acabar no plenário, a bancada evangélica tem força “mais do que suficiente” para derrubar o marco.



