Igor Gadelha

Líder da bancada do agronegócio tenta colocar MST no PL Antifacção

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária apresentou emenda “anti-MST” no PL Antifacção, que deve ser votado na Câmara nesta semana

atualizado

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Hugo Motta, e o relator do projeto, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), concederam coletiva de imprensa sobre o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, no Salão Verde da Câmara dos Deputados Metropoles 1
1 de 1 Hugo Motta, e o relator do projeto, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), concederam coletiva de imprensa sobre o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, no Salão Verde da Câmara dos Deputados Metropoles 1 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) quer incluir um artigo “anti-MST” no PL Antifacção, que deve ser votado na Câmara nesta quarta-feira (12/11).

Lupion, que se filiou recentemente ao partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), protocolou uma emenda, na noite de terça-feira (11/11), mirando grupos responsáveis por invasões de propriedades.

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Pedro Lupion é presidente da bancada do agro
O deputado Guilherme Derrite
Guilherme Derrite e Hugo Motta
Deputado federal Pedro Lupion, presidente da FPA
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Deputado federal Pedro Lupion, presidente da FPA

Divulgação/FPA
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O deputado Guilherme Derrite
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O deputado Guilherme Derrite

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Guilherme Derrite e Hugo Motta
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Guilherme Derrite e Hugo Motta

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A proposta do chefe da bancada do agronegócio estabelece que o projeto proíba o Poder Público de oferecer qualquer tipo de assistência a grupos envolvidos em “crimes contra propriedades privadas ou públicas, rurais ou urbanas”.

Na emenda do deputado, grupos que pratiquem “esbulho possessório, ocupação ilegal e depredação patrimonial” não poderiam sequer ter o reconhecimento formal do governo “como movimento social ou defensor de direitos humanos”.

“É de suma importância impedir que o Estado incentive, de qualquer forma, o cometimento de crimes como meio para a busca de determinados direitos. Não é admissível que atos ilícitos sejam legitimados como forma de defesa de direitos. A título de exemplo, mostra-se inadequado que, sob a alcunha de ‘defensores do campo’, grupos possam praticar ações ilegais para defender a regularização fundiária e o acesso à terra”, diz Lupion no projeto.

Segundo o presidente da FPA, a ideia de utilizar o PL Antifacção para aprovar a medida se deve ao fato de que sua emenda e a proposta relatada por Guilherme Derrite (PP-SP) “caminham lado a lado na busca pelo combate à violência”.

“Portanto, o presente projeto e esta emenda caminham lado a lado na busca pelo combate à violência. Reforça-se o espírito desta proposta legislativa para impedir que organizações criminosas ou movimentos que utilizem métodos criminosos busquem abrigo institucional, proteção estatal ou reconhecimento político enquanto cometem atos ilícitos”, completa o deputado.

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