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Governo e campanha de Lula tentam surfar no fim do sigilo do Caso Master

Aliados de Lula têm explorado o fim do sigilo do Caso Master para defender transparência e tentar direcionar suspeitas a Flávio Bolsonaro

11/09/2026 11:49
Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula durante agenda em Crato, no Ceará

Integrantes do governo e da campanha à reeleição do presidente Lula tentam surfar politicamente na decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de pedir a derrubada do sigilo das investigações relacionadas ao Caso Master.

Nas redes sociais, aliados de Lula passaram a repercutir a decisão e a associá-la à posição defendida pelo petista de dar publicidade às apurações. A estratégia também busca jogar luz sobre as suspeitas envolvendo o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias
Trecho do filme Dark Horse
Eden Valadares, secretário nacional de comunicação do PT
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Eden Valadares, secretário nacional de comunicação do PT

Divulgação PT
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias
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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Trecho do filme Dark Horse
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Trecho do filme Dark Horse

Metrópoles

O advogado-geral da União, Jorge Messias, por exemplo, foi às redes sociais nas últimas horas afirmar que a iniciativa de Fachin “merece enaltecimento”. E destacou que Lula já vinha defendendo mais transparência nas investigações.

“A publicidade é a regra da República. A transparência protege as instituições, assegura igualdade de tratamento aos envolvidos, clareia as escolhas dos cidadãos e permite que a sociedade conheça os fatos sem recortes, versões ou seletividades”, escreveu Messias.

O secretário nacional de comunicação do PT, Éden Valadares, foi mais incisivo. Afirmou que a decisão de Fachin vai ao encontro do que o petista “sempre defendeu” e aproveitou a publicação para direcionar os holofotes para Flávio.

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O secretário petista citou a relação do candidato do PL com Daniel Vorcaro e mencionou, entre outros pontos, áudios, repasses de dinheiro e uma nota fiscal do escritório de Flávio. “Tem de tudo — menos o fim do sigilo”, escreveu.

Na manhã da sexta-feira (11/9), Éden voltou ao tema e subiu o tom contra Flávio. Em nova publicação no X, disse que a quebra do sigilo sobre Vorcaro e o escândalo do Master expõem o que chamou de “gigantesca hipocrisia” da campanha do candidato do PL.

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A movimentação dos aliados de Lula ocorre após Fachin determinar, na quinta-feira (10/9), que fosse retirado o sigilo dos procedimentos relacionados à investigação do Master, ressalvadas diligências que ainda necessitem de confidencialidade.

Relator das investigações do Caso Master no Supremo, o ministr André Mendonça atendeu à determinação do presidente da Corte e retirou o sigilo da principal petição do o e de outros procedimentos relacionados à apuração.

A ofensiva nas redes evidencia a tentativa da campanha de Lula de transformar a abertura das investigações em um ativo eleitoral para Lula: de um lado, vinculando o presidente à defesa da transparência; de outro, tentando atingir Flávio.