Garotinho envia a ministério denúncia contra pré-candidato ao Senado
Pré-candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho enviou ao Ministério da Justiça denúncias contra um pré-candidato ao Senado no estado
atualizado
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Pré-candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho (Republicanos) enviou ao Ministério da Justiça uma denúncia contra Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) e pré-candidato ao Senado.
A denúncia foi enviada ao atual ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e chegou à pasta na quinta-feira (14/5). No documento, Garotinho acusa Canella de envolvimento com o tráfico de drogas e com milícias.
Na acusação, à qual a coluna teve acesso, Garotinho afirma que Canella teria relações com traficantes do Comando Vermelho (CV) que seriam os responsáveis pelo tráfico de drogas em comunidades de Belford Roxo.
O ex-goverandor diz ainda que Canella teria negociado com traficantes para “maquiar” uma operação policial. Em troca, teria ganhado permissão para entrar em comunidades dominadas para fazer obras e gravar vídeos.
Garotinho também aponta que o ex-prefeito faria parte de uma organização criminosa com “corrupção sistêmica” em órgãos como o Detran-RJ e a RioPrevidência e que utiliza postos de combustíveis e empresas para lavar dinheiro.
As acusações do documento não são novas. Em março deste ano, a Justiça do Rio determinou que Garotinho apagasse de suas redes sociais tais alegações contra Canella, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia.
Ameaças a Garotinho
O ex-governador também diz que Canella teria ligado em fevereiro para seu filho, Wladimir Garotinho, atual prefeito de Campos dos Goytacazes, fazendo ameaças e afirmando explicitamente que iria “matar” Anthony Garotinho.
No documento ao Ministério da Justiça, Garotinho pede a adoção de algumas providências contra Canella. Ele requer, por exemplo, a prisão preventiva do ex-prefeito, além das quebras de sigilo contra o atual pré-candidato.
Garotinho pede ainda que volte a ter escolta policial. Ele explica que tinha acompanhamento da PM, mas que a escolta foi tirada por ordem do então governador Claudio Castro (PL) como “retaliação”.






