
Flávio precisará mais do que Michelle para atrair Centrão
Apesar da confiança do PL de que ainda é possível atrair o Centrão, nem apoio de Michelle deverá mudar conversas sobre Flávio Bolsonaro

Presidenciável pelo PL, Flávio Bolsonaro obteve uma vitória política ao fazer as pazes com Michelle Bolsonaro. O senador, entretanto, precisará de mais do que isso para dar o próximo grande passo em sua candidatura.
A pacificação com Michelle, que mitigou uma briga que consumia internamente a campanha, não será suficiente para mudar os rumos da negociação de Flávio com partidos do Centrão, que prometem manter independência na disputa.
Nos bastidores, aliados de Flávio dizem que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, segue trabalhando para convencer PP, União Brasil e Republicanos a apoiarem formalmente a chapa da legenda na eleição presidencial.
O discurso é de que nada está perdido até que o martelo seja batido, especialmente em relação à definição do nome para a vice. Caciques do PL insistem que a chapa não pode ser “pura” e que é preciso ter outra legenda.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaNo Centrão, contudo, a avaliação é de que a entrada de Michelle na campanha não transformará Flávio em favorito. Além disso, a prioridade do bloco são os palanques estaduais, onde há divisões ideológicas internas.
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Ver todasComo mostrou a coluna, o líder do PP na Câmara, Dr. Luizinho (RJ), já avisou Lula de que a federação do partido com o União Brasil ficará neutra na eleição nacional, liberando os diretórios estaduais a apoiarem quem quiserem.
A independência também deve ser o caminho do Republicanos. O presidente nacional da legenda, Marcos Pereira (SP), tem ouvido as bases do partido antes de definir o rumo da sigla na disputa presidencial.
O Republicanos melhorou sua relação com Lula nos últimos anos, especialmente após a eleição de Hugo Motta (PB) para a presidência da Câmara. O partido chegou a comandar o Ministério dos Portos e Aeroportos.
A neutralidade é vista por integrantes do Republicanos como uma forma de preservar as condições para manter o comando da Casa Baixa nas mãos de Hugo Motta na próxima legislatura.









