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Igor Gadelha

Flávio Bolsonaro conversa com Valdemar sobre ação contra Moro

Em conversa com Valdemar, Flávio Bolsonaro argumentou que ação contra Moro pode prejudicar PL, inclusive na eventual eleição suplementar

17/04/2024 18:27
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Matheus Veloso/Metrópoles
Flávio Bolsonaro - Metrópoles

Filho 01 de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) procurou pessoalmente o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para pedir que o cacique desista de prosseguir com a ação que pode cassar o mandato de Sergio Moro (União-PR) no Senado.

Flávio e Valdemar conversaram na segunda-feira (15/4). No diálogo, o senador argumentou com o dirigente que o prosseguimento da ação pode prejudicar o PL no Paraná, inclusive na eventual eleição suplementar para vaga de Moro, caso o ex-juiz seja cassado.

A avaliação de Flávio é de que, ao insistir com o processo mesmo após o TRE do Paraná absolver Moro, levará o PL a se indispor com o eleitorado do ex-juiz. Essa indisposição pode prejudicar o candidato do partido na eleição para a vaga de Moro no Senado.

Para o clã Bolsonaro, o PL não precisa comprar essa briga, uma vez que o PT, que também é autor da ação contra Moro, já anunciou que vai recorrer ao TSE contra a decisão do TRE do Paraná. O Ministério Público Eleitoral também pode recorrer da decisão.

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Ainda na conversa com Valdemar, Flávio disse que o argumento usado pelo presidente do PL para prosseguir com a ação não se sustenta. O cacique tem alegado que, caso desista do processo, teria de pagar uma multa milionária aos advogados que cuidam do caso.

Além de Flávio, o próprio Bolsonaro pediu indiretamente a Valdemar —  os dois estão impedidos de se falar diretamente por ordem do STF — para que não recorra na ação contra Moro. O ex-presidente, inclusive, fez duras críticas ao cacique nos últimos dias.

Como noticiou a coluna, o entorno de Bolsonaro suspeita que Valdemar insiste com a ação porque estaria sofrendo uma suposta pressão de ministros do STF que veem Moro como desafeto político desde a época da Lava Jato, algo que o cacique nega.