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Igor Gadelha

Filipe Martins irá à Câmara falar de sua prisão e de Moraes

Comissão da Câmara aprovou requerimento e vai ouvir o ex-assessor Filipe Martins sobre sua prisão ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes

Igor Gadelha, Gustavo Zucchi09/10/2024 13:31, atualizado 09/10/2024 13:37
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Felipe Martins Bolsonaro

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (9/10), um requerimento para ouvir Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, sobre sua prisão ordenada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

O convite a Martins foi uma iniciativa do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS). O parlamentar alega que Martins teria sido preso por “inconsistências nos registros de imigração nos Estados Unidos” e, por isso, deve ser ouvido pela comissão.

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Felipe Martins foi denunciado por gesto racista durante audiência no Senado em 2021
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Felipe Martins foi assessor de Bolsonaro até o final do mandato do ex-presidente
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Felipe Martins foi assessor de Bolsonaro até o final do mandato do ex-presidente

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Felipe Martins foi denunciado por gesto racista durante audiência no Senado em 2021
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Felipe Martins foi denunciado por gesto racista durante audiência no Senado em 2021

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“As inconsistências nos registros de imigração nos Estados Unidos no caso de Filipe Martins levantam o questionamento sobre a segurança e integridade do processo de entrada de estrangeiros no país e dos agentes de fronteira americanos, o que pode vir a fragilizar e desgastar as relações com o Brasil”, diz o deputado.

Prisão de Martins

Felipe Martins foi preso preventivamente no dia 8 de fevereiro de 2024. O ex-assessor é investigado no inquérito que apura os atos antidemocráticos e uma suposta tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula após as eleições.

Moraes determinou a prisão de Martins, entre outros motivos, porque o nome do ex-assessor constava nos registros de entrada nos Estados Unidos, no final de 2023, junto à comitiva de Bolsonaro, que se refugiou em Orlando após a derrota.

Ao mesmo tempo, o nome de Martins não constava nos registros de retorno ao Brasil. Posteriormente, os advogados dele demonstraram que o ex-assessor não tinha ido para os Estados Unidos e, sim, para Curitiba (PR), o que levou Moraes a soltar Martins.

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