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Igor Gadelha

Filha de “patriota” morto na Papuda pede audiência com Lula

Candidata a deputada distrital pelo PL em 2026, Luiza do Cezão pediu para ser recebida por Lula para discutir a morte de seu pai na Papuda

14/08/2026 10:03, atualizado 14/08/2026 10:25
Reprodução
Luíza Cunha, filha do homem que participou do 8 de janeiro e morreu na Papuda

Filha do “Clezão”, “patriota” preso pelo 8 de Janeiro e que acabou morrendo no presídio da Papuda, Luíza Cunha (PL) protocolou, nesta sexta-feira (14/8), pedido de audiência presencial com o presidente Lula no Palácio do Planalto.

No documento, ao qual a coluna teve acesso, ela diz que pretende conversar com Lula sobre “garantias fundamentais” e a morte do pai, ocorrida em novembro de 2023, enquanto Clezão estava preso na Papuda, em Brasília.

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Luíza Cunha, filha do homem que participou do 8 de Janeiro e morreu na Papuda
Clezão e a filha
Luíza Cunha, filha do homem que participou do 8 de Janeiro e morreu na Papuda
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Luíza Cunha, filha do homem que participou do 8 de Janeiro e morreu na Papuda

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Luíza Cunha, filha do homem que participou do 8 de Janeiro e morreu na Papuda
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Luíza Cunha, filha do homem que participou do 8 de Janeiro e morreu na Papuda

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Clezão e a filha
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Clezão e a filha

Reprodução / Instagram

Cleriston Pereira da Cunha, nome de Clezão, morreu aos 46 anos durante  banho de sol no Centro de Detenção Provisória II da Papuda. Segundo familiares, o comerciante tinha problemas de saúde decorrentes de complicações da Covid-19.

No requerimento encaminhado a Lula, Luiza sustenta que a defesa do pai havia alertado para o estado de saúde dele e ressalta que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tinha emitido parecer favorável à soltura e à adoção de medidas cautelares.

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Candidata a deputada distrital nas eleições de 2026, a filha de Clezão atribui a morte do pai a falhas e omissões do Estado. Nesse contexto, ela diz querer ouvir Lula sobre a posição da Presidência diante do que classifica como “abuso de poder” e “omissão estatal”.

Luiza também questiona se o discurso de pacificação do governo alcança familiares de pessoas ligadas à direita e ao conservadorismo. E pede que a audiência seja realizada presencialmente no Planalto, em data a ser definida pela Presidência.

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No mesmo documento enviado a Lula, Luiza informa ainda ter protocolado no STF pedido para fazer visita humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em razão, segundo ela, da admiração que seu pai nutria pelo ex-presidente.

A filha de Clezão lançou em junho sua candidatura à Câmara Legislativa do DF pelo PL. O anúncio foi feito durante evento com lideranças da direita. Entre elas, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Michelle Bolsonaro participou por vídeo.