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Igor Gadelha

Falas de advogado de Bolsonaro irritam entorno do ex-presidente

Auxiliares e outros advogados de Jair Bolsonaro criticam, nos bastidores, entrevistas recentes dadas pelo advogado do inquérito do golpe

04/12/2024 07:20, atualizado 04/12/2024 08:00
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Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de autoridades, concede coletiva de imprensa no aeroporto de Brasília Metropoles a

Não foram apenas as defesas de militares indiciados que se incomodaram com as recentes entrevistas do advogado Paulo Cunha Bueno, que defende Jair Bolsonaro no inquérito do golpe.

Auxiliares próximos do ex-presidente da República e juristas que trabalham para o ex-mandatário em outros processos também criticaram as declarações dadas pelo advogado.

Falas de advogado de Bolsonaro irritam entorno do ex-presidente - destaque galeria
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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou à coluna que pretende participar dos atos pelo impeachment de Lula
Ex-presidente Jair Bolsonaro foi indiciado pela PF em vários inquéritos
O ex-presidente Jair Bolsonaro não teve autorização para viajar aos Estados Unidos para posse de Donald Trump
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Ex-presidente Jair Bolsonaro foi indiciado pela PF em vários inquéritos
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A entrevista que mais gerou críticas foi concedida por Cunha Bueno na sexta-feira (29/12). Nela, o advogado afirmou que os militares que se beneficiariam com o eventual golpe, e não o ex-presidente.

“Quem seria o grande beneficiado? Segundo o plano do general Mario Fernandes, seria uma junta que seria criada após a ação do ‘Plano Punhal Verde e Amarelo’ e, nessa junta, não estava incluído o presidente Bolsonaro. Não tem o nome dele (Bolsonaro) lá, ele não seria beneficiado disso. Não é uma elucubração da minha parte. Isso está textualizado ali. Quem iria assumir o governo em dando certo esse plano terrível, que nem na Venezuela chegaria a acontecer, não seria o Bolsonaro, seria aquele grupo”, disse Cunha Bueno ao programa Estúdio I, da GloboNews.

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“Controvérsias”

Na avaliação de auxiliares e outros advogados de Bolsonaro, a entrevista só criou “controvérsias” e a obrigação para a defesa dos generais e outros militares contestarem.

“Não me agrada esse tipo de exposição no caso. Muita controvérsia, só cria pano para manga”, disse um auxiliar de Bolsonaro ouvido pela coluna sob reserva. “Não ajuda”, emendou.

Aliados de Cunha Bueno minimizam as críticas e dizem que todas as entrevistas que o advogado concedeu sobre o inquérito foram autorizadas diretamente por Bolsonaro.