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Igor Gadelha

Em meio à crise do IOF, Lula recebe Motta e Alcolumbre fora da agenda

Presidente Lula teve conversas separadas com Hugo Motta e Davi Alcolumbre no domingo (25/5), fora da agenda, em meio à crise do IOF

26/05/2025 14:39, atualizado 30/05/2025 08:39
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Reprodução
Motta, Lula e Alcolumbre

Em meio à crise envolvendo as mudanças no IOF, o presidente Lula se reuniu com os chefes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no domingo (25/5), fora da agenda oficial.

Os encontros ocorreram de forma separada. Primeiro Lula almoçou com Motta na residência oficial do presidente da Câmara. Depois, à noite, recebeu Alcolumbre no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República.

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Hugo Motta e Lula
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Planalto vê jogo politico em decisão de Motta
O presidente Lula vetou proposta aprovada pelo Congresso
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

No almoço com Motta, segundo fontes do governo, Lula tratou das mudanças no Imposto Sobre Operações Financeiras. O petista explicou ao presidente da Câmara que as mudanças no IOF tiveram seu aval.

A conversa não inibiu Motta a, horas depois, fazer uma postagem alfinetando o governo. Sem citar o IOF, o presidente da Câmara foi às redes sociais afirmar que o Brasil “não precisa de mais imposto”.

Segundo auxiliares, a postagem de Motta foi uma resposta a uma entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao jornal O Globo publicada no próprio domingo.

Na entrevista, Haddad responsabilizou o novo arranjo institucional, chamado por ele de “quase parlamentarismo”, pelas dificuldades do governo em avançar com medidas de ajuste fiscal.

“Desde 2015, nós estamos com déficit estrutural. Queremos vencer essa etapa, mas depende muito mais do Congresso. Hoje nós vivemos um quase parlamentarismo. Quem dá a última palavra sobre tudo isso é o Congresso. Não era assim. Um veto presidencial era uma coisa sagrada. Derrubar um veto do presidente da República era uma coisa que remotamente era pensada. Hoje é uma coisa: ‘Vamos derrubar?’ E derruba”, declarou Haddad.

Alvo da oposição e do mercado financeiro, o chefe da equipe econômica não participou das conversas de Lula com Motta e Alcolumbre. Haddad estava em São Paulo e só chegou a Brasília na segunda-feira.

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