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Em Angola, Mourão focou negociação em 300 templos da Igreja Universal

A pedido de Jair Bolsonaro, vice-presidente conversou sobre a crise envolvendo a igreja com o presidente angolano durante viagem ao país

atualizado 24/07/2021 16:01

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou à coluna que o “principal aspecto” negociado por ele com o governo de Angola em relação à crise da Igreja Universal do Reino de Deus naquele país foi o patrimônio de cerca de 300 templos da instituição religiosa.

“Existe a questão judicial, que não está em discussão. O principal aspecto é o patrimônio de 300 templos, onde se busca um acordo entre as partes”, afirmou Mourão, ao comentar a conversa que teve com o presidente de Angola, João Lourenço, durante a viagem ao país na semana passada.

O general reforçou ter discutido a crise da igreja com o governo angolano a pedido do presidente Jair Bolsonaro. A conversa com Lourenço foi relatada por Mourão a Bolsonaro em reunião no Palácio do Planalto na tarde de terça-feira (20/7), dois dias após chegar de Angola.

A crise entre a Universal com o governo angolano já levou à suspensão da direção de origem brasileira da igreja e criou uma tensão política entre os dois países. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, 99 brasileiros foram deportados do país africano, dos quais 58 são missionários da Universal.

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