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Em 2018, Lula também propôs "nova Constituição" em plano de governo

Plano de governo de Lula em 2018 propunha criar condições para "nova Assembleia Constituinte". Trecho, porém, foi retirado por Haddad

08/10/2026 14:04, atualizado 08/10/2026 14:40
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Em 2018, Lula também propôs “nova Constituição” em plano de governo

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, causou polêmica ao falar, nesta semana, em “mudar a Constituição”. O senador, contudo, não é o primeiro presidenciável a defender mudanças no texto constitucional.

Em 2018, quem tinha a ideia de reescrever a Constituição Federal era Lula, que tentou ser candidato ao Palácio do Planalto mesmo inelegível após a condenação em segunda instância que o levou a cumprir pena em Curitiba.

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Fernando Haddad (PT) vota em Moema, na zona sul de São Paulo
Flávio Bolsonaro (PL)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encerramento da plenária com parlamentares, em Brasília
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encerramento da plenária com parlamentares, em Brasília

Ricardo Stuckert
Fernando Haddad (PT) vota em Moema, na zona sul de São Paulo
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Fernando Haddad (PT) vota em Moema, na zona sul de São Paulo

Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando Haddad
Flávio Bolsonaro (PL)
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Flávio Bolsonaro (PL)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Na primeira versão de seu plano de governo em 2018, Lula propunha não apenas “mudar a Constituição”, como Flávio, mas convocar “nova Assembleia Constituinte”, para criar a oitava Constituição da história do Brasil.

“Para assegurar as conquistas democráticas inscritas na Constituição de 1988, as reformas estruturais indicadas neste Plano e a reforma das Instituições, é necessário um novo Processo Constituinte. Para tanto, construiremos as condições de sustentação social para a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, livre, democrática, soberana e unicameral, eleita para este fim nos moldes da reforma política que preconizamos. O governo do presidente Lula participará logo após a posse da elaboração de um amplo roteiro de debates sobre os grandes temas nacionais e sobre o formato da Constituinte”, dizia a versão inicial do texto.

À época, a ideia foi amplamente rechaçada por diversos setores. O então presidente do STF, Dias Toffoli, criticou a proposta, afirmando que ela inviabilizaria a “estabilidade institucional” conquistada pelo Brasil desde 1988.

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A reação fez Fernando Haddad, que assumiu como candidato do PT no lugar de Lula, mudar de ideia. O ex-ministro apresentou ao menos outras duas versões do plano de governo ao TSE, retirando a menção à nova Constituição.

Em entrevista ao Jornal Nacional durante as eleições, Haddad explicou que havia recuado da ideia e que iria propor as reformas necessárias por meio de emendas constitucionais. Em 2026, essa também foi a explicação de Flávio.

“A gente tem que respeitar a política, tem várias PECs [propostas de mudanças na Constituição] que são possíveis”, disse.