
Igor GadelhaColunas

Eduardo Bolsonaro dá jeitinho para registrar voto pela anistia
Autoexilado nos EUA, Eduardo Bolsonaro não conseguiu registrar seu voto a favor da urgência da anistia por meio do sistema remoto de votação
atualizado
Compartilhar notícia

Sem conseguir votar pelo aplicativo da Câmara nos Estados Unidos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deu um jeitinho para registrar seu voto favorável à urgência da anistia, aprovada pela Câmara na quarta-feira (17/9).
Para registrar seu voto, Eduardo protocolou, nesta quinta-feira (18/9), um requerimentopara que conste que ele votou “sim” à urgência. No pedido, ele reclama que não tem conseguido votar pelo app nas “sessões semipresenciais”.
“Desde 5 de agosto, data em que reiniciamos as sessões deliberativas em plenário (fim do recesso parlamentar), venho tentando acessar o sistema Infoleg, nas sessões marcadas como semipresenciais, para registrar minha presença na Casa e meus votos nas matérias deliberadas. Por algum motivo que ainda não foi esclarecido pela Presidência da Câmara dos Deputados, pela Secretaria-Geral da Mesa e pela Diretoria de Tecnologia, não tenho conseguido completar esta operação”, diz o deputado.
A sessão em que a urgência da anistia foi aprovada foi semipresencial. Assim, Eduardo, que está autoexilado nos Estados Unidos, poderia registrar presença e participar da votação por meio do aplicativo Infoleg.
Manobra
Sem registrar presença nas sessões da Câmara, Eduardo pode acabar tendo seu mandato parlamentar cassado por excesso faltas. Seu partido, porém, fez uma manobra para tentar ajudá-lo.
Na terça-feira (16/9), o PL anunciou que o deputado será o líder da minoria da Câmara. Com isso, ele ganha o direito de justificar suas faltas, diminuindo o risco de perder o mandato.
A manobra para ajudar o filho 03 de Jair Bolsonaro foi articulada pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e pela deputada Caroline de Toni (PL-SC), atual líder da minoria na Casa.
Em um gesto ao clã Bolsonaro, Caroline topou abrir mão do posto. Como Eduardo está nos Estados Unidos, a deputada será o primeira-vice-líder da minoria, para articular as negociações em Brasília.





