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Igor Gadelha

Eduardo Bolsonaro dá jeitinho para registrar voto pela anistia

Autoexilado nos EUA, Eduardo Bolsonaro não conseguiu registrar seu voto a favor da urgência da anistia por meio do sistema remoto de votação

18/09/2025 16:42, atualizado 18/09/2025 17:02
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Divulgação/CPAC
Foto colorida de Eduardo Bolsonaro durante discurso no CPAC

Sem conseguir votar pelo aplicativo da Câmara nos Estados Unidos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deu um jeitinho para registrar seu voto favorável à urgência da anistia, aprovada pela Câmara na quarta-feira (17/9).

Para registrar seu voto, Eduardo protocolou, nesta quinta-feira (18/9), um requerimentopara que conste que ele votou “sim” à urgência. No pedido, ele reclama que não tem conseguido votar pelo app nas “sessões semipresenciais”.

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Deputado Eduardo Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esta de licença nos Estados Unidos
Deputado federal Eduardo Bolsonaro
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Vinicius Schmidt/Metropoles
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esta de licença nos Estados Unidos
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esta de licença nos Estados Unidos

Divulgação/CPAC
“Desde 5 de agosto, data em que reiniciamos as sessões deliberativas em plenário (fim do recesso parlamentar), venho tentando acessar o sistema Infoleg, nas sessões marcadas como semipresenciais, para registrar minha presença na Casa e meus votos nas matérias deliberadas. Por algum motivo que ainda não foi esclarecido pela Presidência da Câmara dos Deputados, pela Secretaria-Geral da Mesa e pela Diretoria de Tecnologia, não tenho conseguido completar esta operação”, diz o deputado.

A sessão em que a urgência da anistia foi aprovada foi semipresencial. Assim, Eduardo, que está autoexilado nos Estados Unidos, poderia registrar presença e participar da votação por meio do aplicativo Infoleg.

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Manobra

Sem registrar presença nas sessões da Câmara, Eduardo pode acabar tendo seu mandato parlamentar cassado por excesso faltas. Seu partido, porém, fez uma manobra para tentar ajudá-lo.

Na terça-feira (16/9), o PL anunciou que o deputado será o líder da minoria da Câmara. Com isso, ele ganha o direito de justificar suas faltas, diminuindo o risco de perder o mandato.

A manobra para ajudar o filho 03 de Jair Bolsonaro foi articulada pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e pela deputada Caroline de Toni (PL-SC), atual líder da minoria na Casa.

Em um gesto ao clã Bolsonaro, Caroline topou abrir mão do posto. Como Eduardo está nos Estados Unidos, a deputada será o primeira-vice-líder da minoria, para articular as negociações em Brasília.