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Igor Gadelha

Eduardo avisou o pai que EUA recuaria se anistia light fosse aprovada. Vídeo

Eduardo Bolsonaro avisou ao pai em julho que EUA deixaria de ajudar clã caso "anistia light" fosse aprovada pelo Congresso brasileiro

15/12/2025 11:29, atualizado 16/12/2025 14:19
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Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) avisou ao pai, Jair Bolsonaro, ainda em julho deste ano, que os Estados Unidos parariam de ajudar a família caso uma “anistia light” fosse aprovada pelo Congresso Nacional brasileiro.

O aviso consta em uma troca mensagens entre os dois registrada pela Polícia Federal (PF) no relatório em que a corporação pediu o indiciamento do ex-presidente e de seu filho por tentativa de coação no julgamento da trama golpista.

Segue o embed do seu vídeo de ontem

No relatório, a PF aponta que, no dia 7 de julho deste ano, Eduardo reclamou com o pai da estratégia articulada na época de votar um projeto de lei sem anistia ampla aos condenados pela tentativa de golpe em 2022.

“Se a anistia light passar, a última ajuda vinda dos EUA terá sido o post do Trump. Eles não irão mais ajudar”, disse Eduardo, referindo-se a uma postagem do presidente americano, Donald Trump, criticando as ações do STF.

Segundo Eduardo, o cenário de “anistia light” faria o governo dos Estados Unidos recuar na pressão sobre autoridades brasileiras, o que acabou acontecendo na sexta-feira (12/12), após a votação do “PL da Dosimetria”.

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Deputado federal Eduardo Bolsonaro
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Vinicius Schmidt/Metropoles
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“Neste cenário, você não teria mais amparo dos EUA, o que conseguimos a duras penas aqui, bem como estaria igualmente condenado no final de agosto. Eu acho que não vale a pena, mas te oriento a buscar conselho com outras pessoas”, disse Eduardo.

Na semana semana, a Câmara dos Deputados aprovou o chamado “PL da Dosimetria”, que reduz as penas de Jair Bolsonaro e de outros condenados pela trama golpista. O texto, porém, ainda precisa passar pelo Senado Federal.

Dias depois da aprovação da proposta pela Câmara, o governo Trump anunciou que retiraria da lista de sancionados pela Lei Magnitsky o ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa dele, a advogada Viviane Barci.

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