
Igor GadelhaColunas

Senadores preparam mudanças para restringir PL da Dosimetria
Ideia de senadores é deixar claro que redução de penas prevista no PL da Dosimetria valerá só para trama golpista, sem incluir crimes comuns
atualizado
Compartilhar notícia

Senadores negociam mudanças no texto do PL da Dosimetria aprovado pela Câmara na semana passada. Uma das alterações seria restringir o alcance da redução de penas, proposta inicialmente recusada pelos deputados.
A mudança tem sido articulada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) em parceria com o atual líder do PSB na Câmara, Pedro Campos (PE). Os dois compartilham os mesmos assessores, no chamado “gabinete compartilhado”.
A ideia negociada por Vieira e por Campos é garantir que as reduções de penas previstas no PL da Dosimetria beneficiem apenas os envolvidos nos atos golpistas, deixando claro que não valerão para crimes comuns.
“O Senado precisa alterar o PL da Dosimetria. Caso contrário, sob o pretexto de aliviar a pena de golpistas e salvar Bolsonaro, acabará beneficiando diversos tipos de criminosos. O texto já transmite à população a sensação de impunidade para quem atentou contra a democracia. Sem alterações, equivale a dar aval para que membros de organizações criminosas, ou mesmo aliciadores de menores, atuem na certeza de que o crime compensa, uma vez que reduz o tempo de prisão em regime fechado”, afirmou Pedro Campos à coluna.
Em entrevista à coluna, o próprio Vieira disse acreditar ser necessário fazer mudanças nesse trecho. Ele contou ter sido procurado pelo relator do projeto no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), para sugerir mudanças na proposta.
“Existe um problema, sim, quando você muda a regra da progressão de regime, que faz uma tentativa de mudança destinada apenas a quem está envolvido nos chamados atos golpistas, mas ela acaba ultrapassando e tocando alguns outros crimes”, disse Vieira à coluna.
Durante a votação na Câmara, o líder do PSB chegou a apresentar destaque para deixar claro que a redução das penas não valeria para crimes comuns. A proposta, contudo, foi rejeitada pela maioria dos deputados.





