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Domiciliar de Bolsonaro pode tirar Flávio da disputa presidencial?. Vídeo

Aliados de Tarcísio e de Michelle têm esperanças de que prisão domiciliar leve Bolsonaro a trocar Flávio como seu candidato ao Planalto

25/03/2026 02:00, atualizado 25/03/2026 17:56
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Breno Esaki/Metrópoles
Flávio Bolsonaro - Metrópoles

Aliados de Tarcísio de Freitas e de Michelle Bolsonaro nutrem uma esperança remota de que a prisão domiciliar leve o ex-presidente Jair Bolsonaro a desistir de lançar o filho Flávio ao Palácio do Planalto em 2026.

A aposta desses aliados de Tarcísio e de Michelle é de que, em casa, a ex-primeira-dama consiga convencer o marido a mudar de ideia e a lançar ela ou o governador paulista como candidato à Presidência da República.

Michelle, a filha Laura, os advogados e os médicos são os únicos autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes a terem acesso a Bolsonaro diariamente. Como é advogado do pai, Flávio está incluído nessa lista.

Os demais filhos do ex-presidente só poderão visitá-lo às quartas-feiras e aos sábados, mesmos dias em que podiam visitar Bolsonaro quando o pai estava detido no presídio militar da Papudinha, em Brasília.

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Chances remotas

Apesar da esperança dos aliados de Tarcísio e de Michelle, lideranças do PL e caciques do Centrão ouvidos pela coluna consideram remotas as chances de Bolsonaro trocar seu candidato a essa altura do campeonato.

A avaliação é de que a candidatura de Flávio já estaria “consolidada” e que, em prisão domiciliar, Bolsonaro terá ainda mais influência sobre os rumos da pré-campanha presidencial do filho.

Para poder concorrer ao Palácio do Planalto, vale lembrar, Tarcísio teria de renunciar ao governo de São Paulo até 4 de abril. O registro da candidatura, porém, só pode ser feito no mês de agosto.

A eventual candidatura de Tarcísio conta com a simpatia de Michelle, que nunca engoliu 100% a escolha de Flávio. A ex-primeira-dama costumava ser citada como possível vice do governador na chapa ao Planalto.

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