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Igor Gadelha

Deputados defendem que PSD use corte de gastos para dar "troco" no PT

Deputados do PSD nunca engoliram o fato de o PT ter preterido o candidato da sigla de Gilberto Kassab na disputa pelo comando da Câmara

05/12/2024 05:30
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Presidente Lula, acompanhado da janja, recebe o mandatário da China, Xi Jinping, em cerimônia oficial no Palácio da Alvorada Brasília DF Metropoles

Deputados federais do PSD defendem, nos bastidores, usar o pacote de corte de gastos para dar o “troco” no governo Lula e no PT, após a sigla de Gilberto Kassab ser preterida na disputa pela presidência da Câmara.

Parlamentares dizem que o PSD deveria se posicionar contra o projeto como uma resposta ao governo, após petistas declararem apoio à candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB) em detrimento a de Antonio Brito (PSD-BA).

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O líder do PSD na Câmara, Antônio Brito (BA).
Antonio Brito é líder do PSD na Câmara
Antonio Brito, Lula e o senador Omar Aziz
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Antonio Brito, Lula e o senador Omar Aziz

Ricardo Stuckert/PR
O líder do PSD na Câmara, Antônio Brito (BA).
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O líder do PSD na Câmara, Antônio Brito (BA).

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Antonio Brito é líder do PSD na Câmara
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Antonio Brito é líder do PSD na Câmara

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Como mostrou a coluna, lideranças do PSD já avaliavam, nos bastidores, que a decisão do PT de apoiar Hugo Motta na disputa pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL) poderia respingar na relação entre as duas legendas.

Além do PSD, o União Brasil, que teve o deputado Elmar Nascimento (BA) preterido pelo PT na disputa pelo comando da Câmara, também resiste em votar com o governo nos projetos de ajuste fiscal.

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Corte de gastos x emendas

Além das questões internas da Câmara, o pacote enfrenta ainda o imbróglio das emendas parlamentares. Os deputados culpam o Palácio do Planalto pela decisão do ministro do STF Flávio Dino sobre o tema.

O motivo é que o magistrado, considerado um dos principais aliados de Lula no Supremo, liberou o pagamento das emendas, mas impôs uma série de restrições e medidas de transparência que não foram votadas pelo Congresso.