Igor Gadelha

Deputado do PP propõe lei que permitiria PF pedir suspeição de Toffoli

Deputado do PP, partido do Centrão, apresentou projeto que permitiria à Polícia Federal (PF) ter pedido a suspeição de Toffoli no Caso Maste

atualizado

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Montagem sobre fotos de Luis Nova e Breno Esaki/Metrópoles
Ministro do STF José Antonio Dias Toffoli e Andrei Rodrigues, Diretor da PF
1 de 1 Ministro do STF José Antonio Dias Toffoli e Andrei Rodrigues, Diretor da PF - Foto: Montagem sobre fotos de Luis Nova e Breno Esaki/Metrópoles

Um deputado do PP, partido do Centrão comandado por Ciro Nogueira (PI), apresentou um projeto de lei que, se aprovado, permitiria à Polícia Federal (PF) pedir a suspeição de Dias Toffoli como relator do Caso Master no STF.

A proposta foi protocolada na Câmara pelo deputado federal Thiago de Joaldo (PP-SE) e permite que delegados possam pedir a suspeição de juízes durante a fase de investigação de inquéritos.

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Dias Toffoli e Andrei Rodrigues
diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues
O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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O projeto altera o Código de Processo Penal. Além da suspeição, os delegados responsáveis pelos inquéritos também passariam a poder interpor recurso contestando decisões judiciais que indefiram pedidos feitos pela polícia.

A proposta foi protocolada pelo deputado em 14 de fevereiro, sábado de Carnaval, um dia após o partido dele emitir uma nota pública em conjunto com o União Brasil em defesa de Tofolli.

A suspeição de Toffoli no Caso Master

No Caso Master, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, apresentou um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, apontando descobertas sobre o relacionamento entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O relatório apontava, por exemplo, citações encontradas no celular de Vorcaro sobre pagamentos feitos a Toffoli, que admitiu ser sócio da empresa que negociou ações do resort Tayayá com um fundo de investimento ligado ao Master.

Em reunião sigilosa na semana passada, o ministro Flávio Dino classificou o relatório como uma “porcaria jurídica”, justamente pela falta de autonomia da PF para apontar a suspeição, conforme reportagem do site Poder360.

Além disso, a avaliação no STF foi a de que a PF não poderia sequer ter elaborado o relatório, uma vez que ministros do Supremo não podem ser investigados sem autorização da própria Corte.

Apesar das críticas à Polícia Federal, Toffoli foi pressionado pelos colegas e acabou aceitando deixar a relatoria. Em troca, o STF rejeitou o pedido de suspeição do ministro, mantendo válido todos seus atos no inquérito.

Após a saída de Toffoli, o processo foi redistribuído para o ministro André Mendonça, indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o Supremo, Mendonça foi escolhido relator por sorteio.

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