
Igor GadelhaColunas

Deputada pede que PGR apure como Silvinei obteve passaporte falso
Deputada Luciene Cavalcante (PSol-SP) acionou a PGR para apurar como Silvinei Vasques obteve o passaporte falso e fugiu para o Paraguai
atualizado
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Após a prisão de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal durante o governo Bolsonaro, a deputada Luciene Cavalcante (PSol-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para aprofundar as investigações.
Cavalcante pede que a PGR apure como Silvinei obteve o passaporte falso utilizado em sua tentativa de fuga pelo Paraguai, onde foi detido ao tentar embarcar em um voo com destino ao Panamá e, posteriormente, a El Salvador.
A deputada solicita a instauração de um procedimento investigatório para esclarecer como o ex-diretor da PRF conseguiu o documento fraudulento e se houve a participação de terceiros que o ajudaram a fugir da prisão domiciliar.
“A circunstância de o representado estar submetido à prisão domiciliar com monitoramento eletrônico é juridicamente relevante não apenas para o juízo de necessidade de cautela, mas sobretudo para a linha investigativa central desta representação: a hipótese de que a evasão e o acesso à documentação fraudulenta tenham sido viabilizados por terceiros, mediante entrega de documento, intermediação com falsários, facilitação de deslocamento, custeio de passagens, orientação operacional e/ou uso de ‘laranjas’ para contratação de serviços”, diz a deputada.
Diante da fuga de Silvinei, que conseguiu deixar o Brasil e chegar a Assunção, capital do Paraguai, após o rompimento da tornozeleira eletrônica, Cavalcante também pede o reforço da fiscalização de presos em regime domiciliar investigados pelos atos golpistas.
Segundo a deputada, é necessário “impedir que a defasagem entre o alerta do monitoramento eletrônico e a diligência presencial se converta em oportunidade material de fuga”.
Como foi a fuga
Na decisão em que decretou a prisão preventiva de Silvinei nesta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou que a tornozeleira eletrônica perdeu sinal na madrugada do Natal (25/12), por volta das 3h. Em seguida, por volta das 13h, ficou totalmente sem conexão.
Silvinei teria deixado o Brasil por via terrestre rumo ao Paraguai, evitando aeroportos e controles migratórios mais rigorosos. Depois, com documentos falsos, tentou embarcar para o Panamá, de onde seguiria para El Salvador, mas foi preso pela polícia migratória local antes de concluir a fuga.
O ex-chefe da PRF portava documentos paraguaios falsificados. Neles, o nome utilizado por Silvinei era Julio Eduardo Baez Fernandez.





