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Igor Gadelha

Deputada pede ao MPF bloqueio do Jogo do Tigrinho no Brasil

Deputada federal do PSol protocolou representação no Mininistério Público Federal para que o Jogo do Tigrinh seja bloqueado no Brasil

26/09/2024 18:33, atualizado 26/09/2024 20:24
Arte Metrópoles
Imagem colorida do Jogo do Tigrinho - Metrópoles

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta quinta-feira (26/9) uma representação no Ministério Público Federal para que o chamado Jogo do Tigrinho seja bloqueado no Brasil.

No pedido, Erika diz que as empresas PG Soft Games e Sribe LTDA, detentoras dos jogos “Tigrinho/Fortune Tiger” e “Coelhinho/Fortune Rabir” e “Aviazinho/Aviator”, têm condultas que caracterizam crimes contra a economia popular, publicidade abusiva contra consumidores e publicidade infantil.

Na representação, a parlamentar paulista argumenta que o jogo deve ser bloqueado até que o processo de regulamentação dos jogos de apostas no Brasil seja finalizado.

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Há milhares de brasileiros viciado no jogo
Jogo do tigrinho atrai apostadores
Jogo atrai inclusive crianças e adolescentes
Deputada Erika Hilton é autora da proposta
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Deputada Erika Hilton é autora da proposta

Wey Alves/Metrópoles @weyalves_
Há milhares de brasileiros viciado no jogo
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Há milhares de brasileiros viciado no jogo

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Jogo do tigrinho atrai apostadores
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Jogo do tigrinho atrai apostadores

Reprodução
Jogo atrai inclusive crianças e adolescentes
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Jogo atrai inclusive crianças e adolescentes

Getty Images
“Frente ao acúmulo de crimes,  contravenções e danos a direitos fundamentais que  entram em  colisão com direitos maiores que o direito ao jogo,  justifica-se a necessidade de bloqueio, com urgência, do acesso via internet a essas apostas, ao menos até a elaboração de uma regulamentação pelo Governo Federal”, diz Hilton no documento.

A psolista ainda alerta para publicidades feitas por influenciadores famosos e diz que a divulgação dos jogos, na maioria das vezes, é voltada para jovens e adolescentes, especialmente por causa da iconografia do jogo.

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“Isso porque, apesar do jogo em si ser permitido, definitivamente não é permitido nem o jogo para crianças e adolescentes e nem a publicidade voltada a crianças e adolescentes, seja por meio de influencers mirins”, afirmou a deputada.

A parlamentar paulista ainda diz que as empresas têm atingido a renda das famílias brasileiras, já que os brasileiros estão utilizando o salário para jogar.

Usuários usam até Bolsa Família

Conforme noticiou o Metrópoles, ao menos 5 milhões de beneficiários do Programa Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em empresas de apostas esportivas por meio do Pix, segundo dados do Banco Central.

O cálculo da instituição financeira é referente a agosto de 2024 e foi divulgado na terça-feira (24/9).